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Robin Hood: A Origem – Quem pediu esse filme?

Robin Hood: A Origem é uma sucessão de ideias ruins

Um dos personagens mais famosos do folclore inglês, Robin Hood surgiu na Idade Média, quando a Inglaterra estava em um momento difícil. No cinema, o arqueiro que rouba dos ricos para dar aos pobres já foi interpretado por nomes como como Errol Flynn, Douglas Fairbanks, Sean Connery e Kevin Costner. A última vez que o herói havia aparecido nas telona foi em longa esquecível de 2010, dirigido por Ridley Scott e com Russel Crowe como protagonista. Agora, chega uma nova adaptação, estrelada por Taron Egerton (Kingsman – O Serviço Secreto) e Jamie Foxx (Em Ritmo de Fuga). Robin Hood: A Origem (Robin Hood) é uma bomba de proporções épicas.

Crítica Robin Hood: A Origem

Na abertura, uma narração apresenta uma história já contada muitas vezes: o jovem Robin “Rob” de Loxley (Egerton) está em lua-de-mel com a sua amada Lady Marian (Eve Hewson) quando é chamado para servir nas cruzadas organizadas pelo Rei Ricardo “Coração de Leão”. Após a batalha, ao voltar pra sua terra natal, Rob vê que o lugar foi devastado pelo cruel xerife de Nottingham (Ben Mendelsohn). Com a ajuda de John (Jamie Foxx), um muçulmano que deve sua vida ao inglês, Rob se tornará um herói para o povo, conhecido como The Hood (O Capuz).

Pela sinopse já dá para perceber um probleminha aqui e ali, não? Para uma trama que se propõe ser  original, a história está muito parecida com a versão de 1991, com direito até ao companheiro muçulmano, interpretado por Morgan Freeman no filme de Kevin Reynolds. Escrito por Ben Chandler e David James Kelly, o roteiro não consegue desenvolver absolutamente nada do que se propõe. A começar pela estrutura de super-herói, que é feita da maneira mais caricata e rasteira possível. E isso se estende aos vilões, que só faltam dar gargalhadas fatais para comprovarem sua maldade, além de utilizarem frases de efeitos horrendas, que rendem gargalhadas do espectador de tão ridículas.

Crítica Robin Hood: A Origem

Sem objetivo

A pergunta que não quer calar é qual o objetivo do filme dirigido por Otto Bathurst. Mesmo a versão de  de Ridley Scott tinha uma proposta, que era mostrar como seria se Robin Hood tivesse realmente existido. Em Robin Hood – A Origem nunca temos a real resposta para essa pergunta. Em alguns momentos, há uma tentativa de resposta, mas ela é muito infeliz. Fazer analogias modernas com a Idade Média, como, por exemplo, comparar as Cruzadas com a Guerra do Iraque, não fazem sentido dentro da narrativa e são completamente desnecessárias para o desenvolvimento da trama.

Na parte visual, o longa é feio e incoerente, principalmente pelos figurinos, com direito a decotes e jaquetas de couro. A fotografia e a direção de arte não têm sentido ou lógica narrativa, alem de valer-se da obviedade simbólica de colocar o mocinho na luz e o vilão na sombra. Essa falta de inteligência técnica é aliada à péssima direção de Otto Bathurst, que parece incapaz de dirigir uma carroça. O diretor não sabe decupar uma cena de maneira decente, sempre apelando para os mesmos truques de um outro diretor: Guy Ricthie. Mas diferente dele, que sabe (ou sabia) como usar essas técnicas de maneira a fazerem sentido dentro do filme, Bathurst parece dirigir com um manual do lado para deixar a cena apenas “legal”.

Com uma direção dessas ninguém se salva, nem mesmo o talentoso elenco. Além da falta de química entre os atores, todos estão presos à caricaturas, em especial Jamie Foxx, que esquece até o sotaque em algumas cenas. 

Só há uma frase que define Robin Hood – A Origem: perda de tempo.

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