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Oscar 2016 – Balanço final!

Vencedores do Oscar 2016

Oscar 2016 ainda rende assunto! Cercada por polêmicas e injustiças, a 88ª entrega do Oscar aconteceu no último domingo, 28 de fevereiro. Antes de prosseguir com essa matéria, algumas coisas devem ser pontuadas. Não serão abordadas as causas das recentes manifestações, nem as atitudes tomadas pela academia na tentativa de apaziguar os ânimos, ou mesmo as piadas – por vezes cretinas -de Chris Rock. Simplesmente não é esse o objetivo, mas caso haja interesse por parte dos leitores, uma nova matéria pode ser publicada de bom grado, refletindo minha opinião acerca do assunto.

Todos tem consciência que o Oscar é – mais do que tudo – um grande lobby. Existe pressão por parte de produtores e existem campanhas nos moldes de grandes eleições, além daqueles membros que votam apenas pela importância do tema, mesmo sem ter assistido ao filme (um exemplo foi 12 Anos de Escravidão, que claramente não foi o melhor de 2013).

12 Anos de Escravidão

12 Anos de Escravidão

Mas por que uma matéria inteira sobre esse evento, já que os contras parecem superar os prós? Simples. O Oscar é e sempre será a maior e mais importante premiação da sétima arte, e para quem é amante da mesma, torna-se impossível deixar de dar ao menos uma olhada na lista de vencedores na manhã seguinte à cerimônia. Portanto, sem mais delongas, vamos às explicações de como a estrutura do texto será conduzida.

Cada categoria será avaliada da seguinte maneira:

  • Quem venceu e por quê;
  • Quem merecia vencer;
  • Quem não merecia vencer de jeito nenhum;

As categorias de Melhor Curta-Metragem, Melhor Curta-Metragem de Animação e Melhor Documentário em Curta-Metragem não serão avaliadas, já que os concorrentes dificilmente chegam aqui em tempo.

Spotlight-Segredos Revelados

Spotlight-Segredos Revelados

Melhor Filme

Quem venceu?

Spotlight: Segredos Revelados – É o tipo de filme que a academia gosta de premiar. Assunto importante, realizado com maestria e vencedor do SAG na categoria de melhor elenco – quem vence o prêmio costuma levar como Melhor Filme. Estava acima dos outros concorrentes, junto com O Regresso, seu grande rival nessa categoria.

Quem merecia?

O Regresso e Spotlight: Segredos Revelados – As duas obras são de tirar o chapéu. Enquanto a primeira prima por seus aspectos técnicos, a segunda tem como destaque seu excelente roteiro. Se A Grande Aposta tivesse vencido, também não seria injusto, embora esteja pouca coisa abaixo dos dois primeiros.

Quem não merecia?

Perdido em Marte – É, com certa folga, o pior filme dentre os indicados. Tirou uma vaga (levando em consideração apenas as oito utilizadas, e não as dez que são permitidas) de filmes como Ex Machina, Sicario e Carol, e não merecia nem ser lembrado aqui. Um filme de solidão, que não faz questão alguma que seu espectador tema pela integridade de seu protagonista, não deve ser respeitado.

 

Melhor Diretor

Quem venceu?

Alejandro González Iñárritu – O mexicano conseguiu sua segunda estatueta seguida por seu trabalho em O Regresso. Vencedor do DGA (premio do sindicato de diretores), Iñárritu entrou com certo favoritismo na competição.

Quem merecia?

Alejandro González Iñárritu – Por mais arrogante que possa ser, seu trabalho foi fenomenal. Sua maneira de condução da narrativa e sua habilidade com a câmera são formidáveis, fazendo do diretor um dos grandes nomes do momento. Se Adam McKay tivesse vencido por A Grande Aposta, também não haveria injustiça. McKay conseguiu empregar um tipo de linguagem não convencional de forma brilhante, tornando um assunto complexo muito mais acessível ao público.

Quem não merecia?

George MillerMad Max: Estrada da Fúria é um filme superestimado, calcado em aspectos técnicos, esses sim, brilhantes. Lenny Abrahamson (O Quarto de Jack), com seus quadros fechados como o cativeiro de seus personagens, e Tom McCarthy (Spotlight), com sua condução dos atores e ritmo, saltam mais aos olhos do que a ação desenfreada de Miller.

O Regresso

O Regresso

Melhor Ator

Quem venceu?

Leonardo DiCaprio – Finalmente chegou a vez dele. Uma atuação silenciosa, bem diferente de seus papéis de costume, porém não menos visceral, fez com que Leo finalmente levasse sua tão sonhada estatueta para casa.

Quem merecia?

Leonardo DiCaprio – A Academia tem o costume de compensar profissionais que mereciam ganhar em algum ano, mas que por algum motivo não aconteceu, mas não foi esse o caso. A atuação de DiCaprio destacou-se dentre os outros indicados e seria uma afronta se ele não recebesse seu prêmio máximo agora. É importante também ressaltar que Michael Fassbender está fantástico como Steve Jobs, provavelmente o segundo melhor na categoria.

Quem não merecia?

Matt Damon – Dizer que seu trabalho é ruim seria injusto, mas dentre todos os indicados, o protagonista de Perdido em Marte é o mais fraco. Praticamente um vloger, o astronauta está longe de ser um personagem complexo e, devido às outras fragilidades do filme, torna-se esquecível.

O Quarto de Jack

O Quarto de Jack

Melhor Atriz

Quem venceu?

Brie Larson (O Quarto de Jack)– Vencedora da maior parte dos prêmios (inclusive do SAG), sua nova vitória não foi surpresa. A parceria com o talentosíssimo Jacob Tremblay fez com que a jovem fosse reconhecida pelo seu trabalho, tornando-se um dos nomes promissores de nova safra de atores em Hollywood.

Quem merecia?

Brie Larson (O Quarto de Jack) – Assim como Leonardo DiCaprio, a atriz caminhou a largos passos diante de suas concorrentes. Absolutamente emocionante, a atriz entrega uma personagem forte e determinada, que nutre um amor sem tamanho por seu filho, mostrando-se capaz de tudo para seu bem. Charlotte Rampling (45 Anos) e Saoirse Ronan (Brooklin) eram as outras duas concorrentes mais fortes dessa categoria.

Quem não merecia?

Jennifer Lawrence (Joy: O Nome do Sucesso) – Aqui ocorre a mesma situação de Matt Damon. Um filme fraco que impossibilita ao espectador uma empatia mais profunda com sua protagonista, com uma atriz jovem demais para o papel de mãe e empresária. São apenas alguns dos motivos que tornaram a loira a concorrente mais fraca.

Ponte dos Espiões

Ponte dos Espiões

Melhor Ator Coadjuvante

Quem venceu?

Mark Rylance (Ponte dos Espiões)– Talvez a maior surpresa – e decepção – da noite aconteceu nessa categoria. Sylvester Stallone vinha vencendo a maioria dos prêmios e tinha tudo para levar o Oscar, o que coroaria sua carreira.

Quem merecia?

Sylvester Stallone (Creed: Nascido para Lutar)– Ao anúncio de Rylance como vencedor, é certo que uma ponta de tristeza invadiu o coração da maioria dos espectadores da cerimônia. Stallone mostra-se tão à vontade interpretando Rocky que, em alguns momentos, o ator some em Creed. Uma pena para os fãs e para a academia, que perdeu uma grande chance de reconhecer um importante funcionário de sua indústria. Se não ele, que fosse Tom Hardy (O Regresso) ou Mark Ruffalo (Spotlight).

Quem não merecia?

Mark Rylance – Não, não é birra. É óbvio que seu trabalho é muito bom, mas a categoria teve grandes concorrentes neste ano, deixando pouco destaque para ele.

A Garota Dinamarquesa

A Garota Dinamarquesa

Melhor Atriz Coadjuvante

Quem venceu?

Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)– A polêmica nessa categoria existe porque nem ela, ou Rooney Mara (Carol) são coadjuvantes em seus filmes. As duas tem atuações fabulosas, mas diante dessa situação paira no ar um tom de injustiça. A sueca deveria ter recebido uma indicação por seu trabalho em Ex Machina, e aí sim mereceria o Oscar.

Quem merecia?

Jennifer Jason Leigh (Os 8 Odiados) ou Kate Winslet (Steve Jobs)– Leigh e a trilha de Ennio Morricone são as melhores coisas de Os 8 Odiados. Pela irreverência e carisma, poderia muito bem levar a estatueta. Já Kate Winslet não fica atrás, transmitindo uma sensação de confiança enorme a Michael Fassbender como Jobs. Em ambos os casos, o termo COADJUVANTE faz jus às suas indicações.

Quem não merecia?

Alicia Vikander e Rooney Mara – Os motivos são os citados acima. É importante ratificar que se a indicação da primeira fosse por Ex Machina, sua vitória seria justíssima.

 

Melhor Canção Original

Quem venceu?

Writing’s on the wall, Sam Smith (007 contra Spectre) – A canção saiu vencedora no Globo de Ouro, embora não fosse favorita para o Oscar, caracterizando assim a segunda zebra da noite.

Quem merecia?

Til it happens to you, Lady Gaga (The Hunting Ground) – A cantora emocionou o público em sua apresentação, além de sua canção ter uma relevância social muito maior que a vencedora. Junto com ator coadjuvante, as duas grandes injustiças da noite.

Quem não merecia?

Writing’s on the wall, Sam Smith (007 contra Spectre) – Dentre todos os filmes de Daniel Craig como James Bond, este é o que tem a pior abertura e pior canção, tornando-se questionável até sua indicação aqui.

Os 8 Odiados

Os 8 Odiados

Melhor Trilha Sonora

Quem venceu?

Ennio Morricone (Os 8 Odiados) – Finalmente um dos maiores – se não o maior – compositores da história foi reconhecido. Aos 87 anos, o veterano colecionava indicações, mas nunca havia vencido e agora a justiça foi feita.

Quem merecia?

Ennio Morricone (Os 8 Odiados) – “Eu queria uma trilha que conferisse toda violência que estava por vir” – foi o que disse Tarantino em sua visita ao Brasil. Morricone fez sua parte e acertou em cheio, criando também expectativa sobre uma nova parceria entre os dois.

Quem não merecia?

John Williams (Star Wars: O Despertar da Força) – Williams já tem 50 indicações e 5 estatuetas no currículo, sendo uma delas pelo filme original da série, de 1977.

O Filho de Saul

O Filho de Saul

Melhor Filme Estrangeiro

Quem venceu?

O Filho de Saul – Segue o mesmo exemplo de Spotlight como o tipo de filme que a Academia gosta de premiar. Segunda Guerra, nazismo, campo de concentração, um pai (ou não) desesperado… Um prato cheio para os votantes.

Quem merecia?

O Abraço da Serpente – Um filme incomum com uma mensagem extremamente relevante. É uma ode ao discurso sobre como o homem branco levou desgraça à cultura indígena. Deveria ser assistido por todo cinéfilo, além de ser muito importante para evidenciar o cinema sul-americano.

Quem não merecia?

Cinco Graças ou Guerra – Ambos não são filmes ruins, mas falham em alguns aspectos. O primeiro peca muito ao perder a oportunidade de se aprofundar em mais delicados, abordando-os apenas superficialmente. Já o segundo sofre com um sério problema de ritmo na metade de seu segundo ato, fazendo com que a projeção chegue arrastada para o ato final.

 

Melhor Documentário

Quem venceu?

Amy – O documentário é uma colagem de arquivos de fotos e vídeos pessoais da cantora Amy Winehouse. Levou a maioria dos prêmios e sua vitória já era esperada.

Quem merecia?

O Peso do Silêncio – Com uma relevância social infinitamente maior, o filme tem como foco um rapaz que entrevista os assassinos de seu irmão, que foi morto em um massacre causado pelo golpe militar na Indonésia em 1965. Extremamente chocante por suas entrevistas, é impossível não emocionar-se com a trágica história da família do rapaz.

Quem não merecia?

Amy – Todos os outros documentários tem mais relevância que Amy, incluindo What’s Happened, Miss Simone?. O vencedor não mostra nada que o público já não saiba acerca da carreira da talentosa cantora.

Divertida Mente

Divertida Mente

Melhor Animação

Quem venceu?

Divertida Mente – É Pixar e por isso tem um lobby fortíssimo e conseguiu mais uma indicação como Melhor Roteiro Original (o que é muito difícil), mas é o melhor filme do estúdio em anos. Era praticamente impossível deixar escapar a estatueta.

Quem merecia?

Anomalisa – Uma animação para adultos, dirigida por Charlie Kaufman, inovadora, extremamente humana e delicada. Uma experiência fantástica.

Quem não merecia?

Shaun, o Carneiro – Essa é talvez a categoria mais equilibrada, pois todos os filmes são muito bons. Divertida Mente, Anomalisa e O Menino e o Mundo destacam-se por abordarem temáticas mais adultas. Sendo assim, Shaun, o Carneiro, que é o mais infantil de todos, fica um pouco para trás.

PS: Como seria bom ver O Menino e o Mundo trazendo o primeiro Oscar para o Brasil…

Ex Machina

Ex Machina

Melhores Efeitos Visuais

Quem venceu?

Ex Machina – Uma das grandes surpresas da premiação. Um filme competentíssimo, não só em efeitos visuais, mas poderia ser lembrado também em outras categorias. É uma pequena pérola dentre os outros filmes com orçamentos gigantes.

Quem merecia?

Ex Machina – A categoria também estava muito pesada, e Mad Max era o favorito. Como o filme de George Miller abocanhou a maioria dos prêmios técnicos, talvez tenha acontecido de a Academia olhar um pouco além dos holofotes.

Quem não merecia?

Perdido em Marte – De todos os indicados, é o que menos precisa dos efeitos para ajudar a contar a história, já que – como foi dito anteriormente – o filme é praticamente um vlog.

 

Melhor Mixagem de Som

Quem venceu?

Mad Max: Estrada da Fúria – Como favorito que era, levou a categoria sem grande esforço. Um competente trabalho de todos os profissionais envolvidos.

Quem merecia?

Mad Max: Estrada da Fúria – Dentre todos os indicados, é realmente quem tem o melhor trabalho de mixagem. Dentro de uma sala de cinema, é possível perceber-se o esmero com que os canais de áudio foram equalizados e como isso influencia a experiência do espectador.

Quem não merecia?

Ponte dos Espiões – Por se passar- na maior parte do tempo – em ambientes fechados, parece ser o filme que menos depende de uma mixagem mais elaborada.

 

Melhor Edição de Som

Quem venceu?

Mad Max: Estrada da Fúria – Como foi citado acima, o filme era favorito em todas as categorias técnicas, e aqui não foi diferente.

Quem merecia?

O Regresso – O vencedor tem um trabalho muito bom, mas vamos lembrar que a naturalidade sonora do ambiente selvagem no filme de Inárritu foi vital para a experiência. Cavalos, tiros, natureza e flechadas, entre outras coisas, são muito bem integradas à narrativa. Se você o assistiu em IMAX, sabe do que falo.

Quem não merecia?

Sicario – É muito difícil dizer qual o processo de edição utilizado em cada filme, mas este parece ser o menos desafiador entre os indicados. Lembrando que isso não significa que o filme não tenha sido competente neste aspecto.

Mad Max: Estrada da Fúria

Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Montagem

Quem venceu?

Mad Max: Estrada da Fúria – A montagem frenética dita o ritmo da obra. Com ação em 90% do tempo, era natural que o tresloucado filme de George Miller entrasse como favorito na categoria, com um competente trabalho nesse quesito.

Quem merecia?

A Grande Aposta – Sim, Mad Max tem uma montagem competente, mas aqui ela é usada de maneira mais incisiva para o bom andamento da narrativa. Existem momentos em que o filme tem passagens menos aceleradas, outras mais intensas, fazendo com que o espectador consiga respirar e assimilar o que está acontecendo.

Quem não merecia?

Star Wars: O Despertar da Força – Essa é uma categoria em que também é muito complicado afirmar que algum dos filmes não merecia vencer, mas talvez o filme de J. J. Abrams fique levemente abaixo de seus concorrentes nesta categoria.

 

Melhor Fotografia

Quem venceu?

Emmanuel Lubezki (O Regresso) – Sempre impressiona a todos com sua capacidade. O mexicano chega agora ao terceiro Oscar seguido, firmando-se como um dos melhores do mundo na sua função.

Quem merecia?

Emmanuel Lubezki (O Regresso)  – O Que Lubezki criou aqui foi assombroso. Levando em consideração que o mesmo usou só luz natural, exceto por UMA cena, a coisa fica mais impressionante ainda. É claro que seria maravilhoso ver Roger Deakins, uma lenda viva, ganhar seu primeiro prêmio, mas nessa situação não seria justo.

Quem não merecia?

Robert Richardson (Os 8 Odiados) – Mais uma categoria em que não é possível dizer que exista algum indicado incompetente. Contudo, pelo fato de Richardson não justificar a filmagem em Super 70mm, talvez seja ele quem apresente menos recursos dentre os indicados.

Brooklin

Brooklin

Melhor Cabelo e Maquiagem

Quem venceu?

Mad Max: Estrada da Fúria – Era amplamente favorito e não deu outra. Basta assistir o filme para entender o motivo.

Quem merecia?

Mad Max: Estrada da Fúria – Veja um plano aberto, onde todo o povoado governado por Immortan Joe aparece, e fica fácil entender sua vitória.

Quem não merecia?

O Centenário Que Fugiu Pela Janela e Desapareceu – O filme é outra pequena pérola dentre os indicados. Uma comédia deliciosa, com pitadas de humor áspero, mas não tinha como se destacar nesta categoria.

 

Melhor Design de Produção

Quem venceu?

Mad Max: Estrada da Fúria – Era o favorito, pois venceu o prêmio da Associação dos Diretores de Arte e o BAFTA.

Quem merecia?

Mad Max: Estrada da Fúria – Faça o mesmo exercício proposto na categoria anterior, desta vez adicionando carros e locações. Pronto, você entendeu.

Quem não merecia?

A Garota Dinamarquesa – Existem momentos em que o cenário construído é percebido claramente. Uma falha crucial.

 

Melhor Figurino

Quem venceu?

Mad Max: Estrada da Fúria – Os motivos são os mesmos apontados nas categorias anteriores.

Quem merecia?

Mad Max: Estrada da Fúria – Era a mais versátil das diegeses, criando assim uma gama imensa de possibilidades de criação. Mais que merecido.

Quem não merecia?

A Garota Dinamarquesa – Dentre todos os indicados, foi quem apresentou a menor variedade de figurinos.

A Grande Aposta

A Grande Aposta

Melhor Roteiro Adaptado

Quem venceu?

A Grande Aposta – Venceu o WGA, por isso entrou na categoria como favorito.

Quem merecia?

A Grande Aposta – Uma adaptação de um livro dificílimo feita de forma brilhante. Personagens complexos, subtramas interessantes e extrema relevância social. É um primor de roteiro.

Quem não merecia?

Perdido em Marte – É um roteiro tão comum como tantos outros já produzidos. Absolutamente sem brilho algum.

 

Melhor Roteiro Original

Quem venceu?

Spotlight: Segredos Revelados – Também saiu vencedor do WGA, e por isso também entrava como favorito na categoria.

Quem merecia?

Spotlight: Segredos Revelados – Segue os mesmos moldes de A Grande Aposta na categoria anterior. O roteiro consegue conferir a uma investigação jornalística – que por vezes pode ter um aspecto monótono – uma atmosfera tensa e impactante. Se Ex Machina fosse lembrado, também seria imensamente compreensível.

Quem não merecia?

Ponte dos Espiões – Assim como Perdido em Marte na categoria anterior, é um roteiro extremamente comum, além de sofrer com um grave problema de motivação por parte dos personagens.

 

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