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Sete Maravilhas – As sete melhores histórias da Mulher-Maravilha!

Conheça alguns do melhores arcos da Princesa de Themyscira nas HQ’s

Ao longo de seus quase 80 anos, a Mulher-Maravilha, como todo personagem da ficção que permanece “na atividade” por tanto tempo, acaba tendo seus altos e baixos. Eis aqui algumas das melhores histórias da Princesa de Themyscira (na minha humilde opinião):

Mulher-Maravilha: Pós-Crise nas Infinitas Terras

Considerado por muitos como a versão definitiva da heroína, as histórias escritas e desenhadas por George Pérez foram cruciais para a redefinição da personagem para um novo público e, mais importante, para as futuras gerações.

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A fase de George Perez ainda é aclamada por muitos como uma das melhores – senão a melhor!

Perez reconta a origem de Diana, explicando que as Amazonas são as almas das mulheres mortas por homens, guardadas por Gaia para que pudessem receber uma nova vida. Diana é uma lama especial, pois sua mãe, Hipólita, foi a primeira mulher a ser morta por um homem (mais exatamente, um homem das cavernas) e estava grávida dela, o que a motivou a criar Diana da argila.

Perez reconstrói Diana, justificando o status de personagem icônica, com histórias em que abordavam problemas sociais sem cair no piegas. E claro, a arte de Pérez é sempre bem vinda!

Mulher-Maravilha: Terra Um

Serei bem honesto: Não sou fã de Grant Morrison. Muitas vezes, acho suas obras “hypadas” demais. Porém, devo admitir que Mulher-Maravilha: Terra Um é muito boa. Não é a melhor desta lista, mas é boa.

Terra Um reconta a origem de Diana (algo recorrente nesta lista), de uma forma atualizada, porém respeitando as ideias de William Moulton Marston, o criador da heroína. Lá estão os fetiches de bondage, o conceito de que as amazonas ensinam através do amor e a superioridade feminina. Morrison inclusive justifica o jato invisível! (Já publicamos até a resenha desta HQ)

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Todo o fetichismo da fase de Morrison!

Meu único problema com esta história é a super sensualização. Parece uma HQ voltada para adolescentes. Claro, essa TAMBÉM era a intenção de Marston, mas quando temos a arte de Yannick Paquette, a coisa fica mais complicada. Além disso, na época de sua criação, as histórias não tinham as liberdades e a linguagem de hoje, então, o que deveria ser levemente sensual acaba sendo quase erótico.

Não que eu esteja reclamando, apenas estou sendo imparcial, e não me deixando levar pelo fato que é uma história… bem, excitante. No mau sentido.

Mulher Maravilha: Amazonia

Er, não, não é Diana nas florestas brasileiras. Um elseworld (ou “túnel do tempo”, como era ridiculamente chamado na época da Editora Abril), onde Diana vive no começo do século 20 e é uma espécie de atração de circo, por causa de sua super força. Jack o Estripador volta a atacar, e as mulheres vivem na sombras dos homens, que cada vez mais as desprezam.

Essa história, escrita por William Messner-Loebs, apesar de publicada no final dos anos 1990, tem a típica cara dos anos 70 e 80, com muitos diálogos e balões narrativos. Porém, Messner-Loebs escreveu por anos a heroína e, mesmo que sua fase seja até que meio esquecível (o que a salva são os desenhos do Mike Deodato, mas aí, entramos no conflito mencionado anteriormente, sobre a sensualidade exacerbada), ele compreende a personagem, e isso fica claro nesta história.

Mesmo que os traços de Phil Winslade não ajude muito…

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A bela, mas controversa, arte de Amazonia!

Mulher-Maravilha: A Hiketeia

O consenso geral é que esta é a melhor história já escrita da Princesa das Amazonas. Um dia, uma mulher aparece na Embaixada de Themyscira na Terra e faz o juramento da Hiketeia, uma antiga tradição grega, em que uma pessoa se coloca no papel de escravo de outra, para ter sua proteção. Se um dos dois falhar para com o outro, sentirá o fúria das… er… Fúrias.

Contudo, a história começa com esta mesma mulher, Danielle, matando um homem em Gotham e, lógico, o onipresente Batman a persegue. Diana fica dividida, pois não pode abandonar a jovem (sob o risco de ser punida pelas Fúrias), mas não quer ir contra seu amigo. Mais agravante, é que as motivações de Danielle não são frívolas, o que divide ainda mais a Amazona.

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É, Morcego… Nem sempre o tal do preparo dá conta…

Sim, eu acho essa história boa também. A melhor dela? Não sei. Mas algo me diz que poderia ser a maior só porque o Batman também está lá…

Wonder Woman: A True Amazon

Nesta graphic novel escrita e desenhada por Jill Thompson, a história de Diana e das Amazonas é recontada novamente (viu o que falei?), porém certos graus de crueldade, como as Amazonas serem violentadas por Hércules e seus homens, são retirados. Além disso, a abordagem de Diana é muito mais interessante, sendo seu foco mais realista. Afinal, se Diana é a única criança a nascer em Themyscira… ela deveria ser mimada.

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A belíssima arte de Jill Thompson!

O que mais me agradou nessa história é que é uma história de redenção (e eu ADORO histórias de redenção) e, mais importante, os homens não são importantes. Nas histórias anteriores, os homens são sempre os causadores dos eventos, seja Steve Trevor caindo na ilha das Amazonas, ou Hércules violentando Hipólita, ou mesmo Zeus (mais sobre ele na história seguinte). Aqui, o motivo de Diana virar Mulher-Maravilha é ela mesma, por bem ou por mau. E eu adoro os desenhos de Jill Thompson.

Mulher-Maravilha: O Espírito da Verdade

Parte de uma série de histórias escritas por Paul Dini, com os fantásticos traços de Alex Ross, Espírito da Verdade mostra visão de Diana quanto ao nosso mundo e, melhor, nossa visão sobre ela. Vemos Diana tentando entender os humanos, e porque não a compreendemos também. Afinal, é meio difícil entender uma Amazona super poderosa, com o corpo perfeito, que anda de maiô. Porém, com ajuda de um certo repórter que é herói nas horas vagas, Diana consegue enxergar melhor o que é ser humano.

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A inconfundível marca de Alex Ross!

Ok, eu acho essa história meio fraquinha… mas os desenhos de Alex Ross já compensam.

Mulher-Maravilha: Novos 52

Fechando com uma fase mais recente, a fase de Brian Azzarello a frente da Princesa de Themyscira, com os impressionantes traços de Cliff Chiang. Essa é, sem dúvida, uma das melhores justificativas para o reboot. Uma mega saga, em que Diana descobre que tudo sabia sobre si mesma era mentira (ela era, na verdade, filha de Zeus e não feita de argila).

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Um dos poucos bons reboots recentes!

E agora precisa proteger uma mulher, Zola, grávida de Zeus, da ira de Hera… além de proteger a si mesma, já que a esposa de Zeus agora descobriu que ela também é uma bastarda de seu infiel esposo. Azzarello remolda os deuses gregos para a “nova era”, assim como a própria Diana.

Essa é a minha listinha de histórias da Mulher-Maravilha. Alguns são fáceis de achar, outros… nem tanto. Mas todas valem a pena!

Gostou do artigo? Ele faz parte do nosso Especial Mulher Maravilha, que também conta com artigos sobre Lynda Carter, a personagem na série da Liga da Justiçasua atuação na Sociedade de Justiça e todas as suas fases nos quadrinhos! Além disso, tem as críticas de Mulher Maravilha – A Animação, e do filme, com nosso tradicional Na CabineTá bom ou quer mais??

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