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Game Boy, o rei dos portáteis – Nostalgia que cabe no bolso!

Game Boy mudou a maneira como nos relacionamos com o videogame

Os videogames surgiram em uma época na qual basicamente não só os aficionados por tecnologias, mas todos em geral, faziam 3 perguntas fundamentais. A primeira seria: O que o homem, então desbravando o espaço, vai inventar? Uma vez inventado, seria pertinente perguntar: Como essa tecnologia vai mudar a minha vida? E por último, como será sua evolução? Esta última pergunta se encaixa até hoje nos games, uma vez que mesmo caminhando para a realidade virtual, sempre nos deparamos com as incertezas da inventividade humana.

Bem no começo, os games eram somente os consoles, caixas enormes para gráficos minimalistas. Era o que dava pra fazer. Por outro lado, o desenvolvimento deles já estava direcionado para que, num futuro próximo, houvesse a melhoria dos gráficos e a tão esperada compactação dos aparelhos. O que os consumidores descobriram mais tarde, é que os portáteis não seriam a substituição dos consoles – e sim, um irmão mais novo, sempre alguns passos atrás em termos de capacidades.

Todo videogame evoluiu disso aqui.

Alguns flertes com esse mercado alternativo fizeram com que chegassem às mãos dos consumidores algumas tentativas. Na maioria dos casos, eram um único jogo, em que as luzinhas simulavam algo que se movimentava em uma tela com o cenário do tema pintado. Haja esforço imaginativo para as crianças dessa época!

No desenrolar da década de 80, com o auge dos 8 bits nos consoles, era certo que os gráficos primitivos já seriam capazes de chegar aos caçulas. Eis que vem o pulo do gato para a Nintendo. A empresa já detentora do portátil Game & Watch, recrutou seu criador Gunpei Yokoi para dar vida a um aparelho que conseguisse reproduzir os gráficos do Famicom nessa proposta. Surge então…..

GAME BOY CLASSIC

O tijolão mais amado do mundo. Um nascimento promissor em 1989, o patriarca da consolidação dos games portáteis no mercado trouxe tudo o que era prometido para esse segmento. Não era um jogo único – era um console que receberia cartuchos com os games. Ele possibilitou que grandes títulos pudessem migrar, com quase a mesma qualidade gráfica, para a nostálgica telinha de fundo verde.

Seu corpanzil de 14,7 cm de altura por 8,9 de largura, aliava qualidades e deficiências. Acrescido das 4 pilhas AA que precisava para funcionar, o gorducho pesava, mas por outro lado, tinha espaço para um som bem potente . Se o jogador não precisasse se deslocar com ele, havia uma entrada de alimentação para uma fonte na tomada. Outras opções eram o ajuste de contraste e uma entrada de fone de ouvido.

A largura e espessura, talvez não propositalmente, se tornaram detalhes ergonômicos do portátil, fazendo com que os dedos abraçassem confortavelmente as costas, desenhadas com ranhuras para evitar possíveis mas quase improváveis escorregões. Para evitar que os zé gracinhas arrancassem os cartuchos no meio dos jogos, estes vinham com um sulco no topo, em que se encaixava um pino da chave de ligar e desligar, travando a fita no aparelho.

game boy

O pioneiro!

Esse padrão estético foi seguido pela maioria das próximas gerações – mais mirradinhas é claro – fazendo com que o Game Boy criasse uma identidade única. O que não ficou mirrado foi o bolso da Nintendo. O Classic e as duas gerações sucessoras venderam, juntos, mais de 118 milhões de unidades. O mais interessante disso tudo é que o preço inicial era em torno de 90 dólares e permaneceu popular.

Havia uma infinidade de opões de cartuchos, acessórios como o famoso cabo link, que permitia pela primeira vez que dois jogadores pudessem aproveitar um game de 2 fora da sala de casa. Toda essa magia contribuiu para alavancar de vez esse setor no mundo dos jogos eletrônicos, e não teve um concorrente à altura por muito, muito tempo! Crianças podiam jogar na escola (quem resistia à essa tentação??), as esperas nos consultórios ficaram menos sofríveis – e até pra Guerra do Golfo o danado foi. Diversão inesgotável.

GAME BOY POCKET

A essência de liberdade com entretenimento gerada pela primeira linhagem fez surgir a já esperada continuidade do Game Boy e seu sucesso. Muitos veem o Pocket apenas como uma reestilização do primeiro, mas se considerarmos que, em seu lançamento em 1996, ele chegou às mãos de uma nova safra de jogadores, é sim reconhecido como a geração seguinte.

Pode ser respondida a terceira pergunta do começo desse artigo: Como será a evolução dessa tecnologia? O portátil, cujo conceito já era uma revolução tecnológica nos consoles, conseguiu se compactar mais ainda, e agora sim era possível carregá-lo no bolso. Mais magro, leve e econômico também, uma vez que só precisava de duas pilhas AA para funcionar.

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A nova geração!

GAME BOY LIGHT

Aqui sim, podemos considerar ser uma “quase geração”, ou somente uma reestilização, pois o Light era o Pocket basicamente com duas mudanças. A primeira era a volta das pilhas AA, mas apenas duas ainda. Essa energia extra servia para alimentar a outra novidade, uma forte iluminação atrás da tela, permitindo jogar até no escuro. Foi lançado em 1998, exclusivamente no Japão.

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Sem grandes surpresas aqui.

GAME BOY COLOR

Os 8 bits portáteis foram levados à capacidade máxima aqui. Como o nome diz, era o Game Boy de tela colorida, com uma paleta de 32.768 cores possíveis de se reproduzir. Todas as capacidades gráficas e de processamento foram substancialmente aprimoradas, o que possibilitou o lançamento de milhares de cartuchos de qualidade superior aproveitando esse potencial.

game boy

Nas palavras de Eric Clapton: so many fantastic colors!

Obviamente o Color rodava todas as fitas das gerações anteriores, mas, em contrapartida, eu particularmente nunca vi os cartuchos dele rodarem no Classic, Pocket ou Light. Uma estreia memorável nesse modelo foi o recurso do link wireless. No topo da estrutura, havia um pequeno retângulo com infravermelho, que apontado para outro, fazia com que dois Game Boys se conectassem sem fios. Nem todos os jogos tinham suporte pra esse recurso.

GAME BOY ADVANCE

Essa geração representou o ápice dos desejos dos desenvolvedores. Ainda que tenha chegado na era do 3D, era um portátil com qualidade de 32 bits, tela alongada para um formato mais wide, som estéreo de qualidade – verdadeiramente um console de bolso. Todo seu formato foi repensado, e os botões e direcionais agora estavam dos lados da tela.

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Potência e diversão – um verdadeiro console portátil!

Pra ser compatível com esse design, os cartuchos também foram achatados. Não havia dúvida nenhuma do domínio do Game Boy – tanto que, entre as tentativas mais louváveis da concorrência de chegar perto, o N-Gage da Nokia teve seus 15 minutos de fama e só. O Advance ganhou duas reestilizações. Uma com o codinome SP no formato de um celular, com teclado que abre, e o Micro, uma versão ligeiramente menor e com detalhes mais minimalistas.

O legado dos heróis

Acabavam aqui os Game Boys, mas não a linha de portáteis de sucesso da Nintendo. No entanto, como viúvo do Game Boy, nem eu – e creio que nem os próprios desenvolvedores – considerem o Nintendo DS como os novos Game Boys. A linhagem é diferente, ainda que a essência seja a mesma. Se fizessem a terceira pergunta do primeiro parágrafo desse artigo para a Nintendo, ela responderia que a tecnologia dos games seguirá evoluindo para os portáteis.

A empresa sempre entendeu bem essa relação, e por isso foi líder absoluta por tantos anos. Nos consoles grandes, depois de flertar com o modelo de interatividade com o jogador, no Wii (2006), logo seu foco voltou para algo mais próximos dos tablets com o Wii U (2012), até chegar ao modelo atual, o Switch (2017).

O que podemos dizer é que a Nintendo aprendeu com o Game Boy a compactar os potenciais gráficos e de processamento das suas criações. Aprendeu a reinar num mercado antes duvidoso, e fez com que muitas gerações pudessem dizer que seguraram momentos de diversão e felicidade nas mãos.

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