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Monstros nos Quadrinhos – Quando Drácula assombrava a Marvel!

Conheça algumas versões dos quadrinhos para monstros clássicos

Assim como em todas as outras mídias, os monstros clássicos também estão presentes nas HQs. Nesse artigo, vamos dar uma repassada na maneira como as editoras os trataram! De todos, a Marvel foi a que mais investiu nestes personagens, principalmente nos anos 1970, quando foi permitido que as editoras veiculassem histórias de terror (uma boa história, mas para outro dia e ocasião). Vamos aos monstros dos quadrinhos!

Drácula

O Senhor dos Vampiros é um personagem regular nas histórias da Marvel, ainda que ele tenha mudado muito – e não para melhor. Ele surgiu em 1972, na revista Tomb of Dracula, e se tornou parte do panteão de personagens da editora. Quando sua revista foi cancelada em 1979, ele passou a figurar em minisséries, tendo seu maior envolvimento com os X-Men.

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Tomb of Dracula, que introduziu o Dragão de Sangue ao Universo Marvel!

Tanto que, quando sofre uma (desnecessária) repaginação em 2010, (o péssimo) Victor Gischler, tentando capitalizar na “onda dos vampiros” (Crepúsculo e seus derivados estavam em alta) escreveu A Maldição dos Mutantes, que, apesar do nome, praticamente em nada afetou os mutantes (além de transformar Jubileu numa vampira).

Minha impressão era que Gischler tinha jogado muito Vampiro: A Máscara (RPG de Vampiros), pois ele criou raças de vampiros com habilidades especiais e características próprias. Depois que o roteirista saiu da editora, nunca mais vimos essas raças (ainda bem)… mas, infelizmente, o visual do vilão está atualizado (eu preferia tanto o visual velho/clássico…).

Claro que existem outros vampiros, tais como Morbius, (um vampiro não sobrenatural – fez um experimento em si mesmo que não saiu como ele esperava), Blade (meio vampiro), ambos da Marvel; e Vampirella (uma vampira alienígena que combate o crime), que hoje é publicada pela Dynamite.

Frankenstein

O monstro de Frankenstein (lembre-se, Frankenstein é o seu criador, não o nome do monstro) foi melhor utilizado pela DC. Criado em 1948, por Bob Kane (o criador do Batman), o personagem permaneceu no limbo até Grant Morrison o ressuscitar (trocadilho não intencional) em Sete Soldados da Vitória, onde foi “atualizado”, com sua história se misturando com a do Universo DC. Atualmente é parte da organização S.O.M.B.R.A. Ou era. Depende do que acontecer em Renascimento.

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Mas faria mais sentido ele ter criado o Drácula, não é?

A Marvel também tem sua versão do Monstro de Frankenstein. Em geral, sua história segue igual, até ele entram em um sono criogênico e despertam no presente, onde ele serve a família de caçadores de monstros Bloodstone. Ele tem clones, que eventualmente aparecem como antagonistas (um exército de clones do Monstro atacaram os X-Men) ou protagonistas (um deles fez parte do Comando Selvagem, grupo de monstros sobrenaturais). Atualmente, o verdadeiro monstro se juntou ao Comando Selvagem, e vive na Metrópolis dos Monstros.

Lobisomens

Diferente dos casos acima, lobisomens são… uma raça? Uma maldição? Bom, depende do roteirista, acho. O personagem que mais se assemelha ao mais “clássico” do arquétipo do lobisomem, que é uma “maldição” (e não um poder mutante, por exemplo) é o… Lobisomem.

É, o nome não é original, mas seu nome em inglês é pior, Werewolf by Night. Jack Russell descende de uma linhagem de licantropos e… é isso aí. Suas histórias nunca fora muito longe (suas revistas ou são canceladas ou são minisséries) e ele é, em geral, coadjuvante nas revistas dos outros. Atualmente, protege o filho da mutante Lupina com o Hrimhari, o príncipe lobo de Asgard (vai vendo…).

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Mais uma contribuição da Marvel!

A DC não tem nenhum personagem lobisomem de verdade em seu universo “normal”, porém – não sei se conta – eles têm, pelo selo Vertigo, Bigby Wolf, o Lobo Mau de Fábulas, onde ele é o xerife da Cidade das Fábulas. Ele até tem um jogo de video game! (A título de informação, The Wolf Among Us).

Múmia

As múmias tiveram menos sorte. A única múmia relevante é N’Kantu, a Múmia Viva, personagem da Marvel. N’Kantu era um guerreiro de uma tribo no norte da África, mais de 3000 anos atrás. Ele era um guerreiro e, quando sua tribo foi levada foi levada para ser escrava na construção de uma pirâmide, N’Kantu partiu para o resgate.

Infelizmente, ele foi capturado e forçado a escravidão. A fim de evitar que ele levasse os outros escravos a se rebelarem, o faraó o transforma em uma múmia, ainda em vida, e o aprisiona. Ele desperta no presente, e tenta ou retorna a vida normal ou morrer, mas sem sucesso.

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“Múmia Viva” não é meio contraditório?

Fez parte da primeira formação do Comando Selvagem e atualmente vive na Metrópolis dos Monstros. …e sim, existe um lugar chamado “Metrópolis dos Monstros”, nos subterrâneos de Nova York (Por que tudo fica em Nova York).

Monstro da Lagoa Negra

O Monstro da Lagoa Negra… ele é bem especifico. Porém, sendo um ser… aquático, você imaginaria que ele seria vilão do Aquaman ou Namor… Mas não. Não temos DIRETAMENTE o Monstro da Lagoa Negra… contudo, temos genéricos! A Marvel tem o Homem-Anfíbio, um alienígena que veio para a Terra atrás do assassino de sua esposa. Assim como todos os outros, ele ficou em um tipo de sono criogênico e despertou no presente. Foi recrutado para fazer parte do Comando Selvagem e atualmente mora – adivinha – na Metrópolis dos Monstros.

Dignos de menção são o Monstro do Pântano (da DC) e o Homem-Coisa (da Marvel), monstro que… bom, residem em pântanos, mas cada um no seu.

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Esse encontro não aconteceu, mas bem que poderia!

Curiosidade do Dia

Antes de terminar, uma curiosidade: Sabia que os Zumbis que temos hoje… foram criados por Stan Lee? Bom, mais ou menos. Ninguém sabe ao certo quando foi que o termo “zumbi” ficou relacionado a mortos-vivos que se alimentam de carne (afinal, zumbi é uma maldição haitiana, que, rezam as lendas, é real).

Mesmo no filme clássico de George Romero, Noite dos Mortos-Vivos, de 1968, ainda os chamam de carniçais, e ainda uma única vez no filme inteiro. Pois bem, em 1952, Stan Lee escreveu a história “Horror in the Graveyard” (“Horror no Cemitério”, em tradução livre), publicada na revista Adventures into Terror #12, pela Editora Atlas (que viria a se chamar Marvel).

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Destacado em vermelho, a história do ainda-não-lendário Stan Lee!

Nesta história, um homem mata três amigos para escapar de uma maldição. Porém, os mortos retornam como zumbis e o matam. O problema é que, no meio dos anos 1950, no que viria a ser o Código de Quadrinhos, uma série de regras proibiam diversas… er… liberdades que haviam nos quadrinhos (outra longa história, conto junto com a mencionada lá em cima).

Uma delas, proibia que as histórias tivessem “terror” ou “horror” no título, e proibía o uso de termos como – adivinha de novo – o termo zumbi. Desde então, essa história, quando republicada, chama os homens de “carniçais”, e o nome muda para “carniçais no cemitério” (por que carniçais é melhor do que zumbis?!)

Bom, esses foram os “Vingadores” dos monstros… Deixei de mencionar algumas cosias como o FrankenCastle, em que o Justiceiro é morto por Daken, filho do Wolverine, retalhado e e transformado em um monstro de Frankestein… porque essa história, especificamente, é muito ruim…

Até a próxima!

Curtiu o artigo? Ele faz parte do nosso especial A Múmia! Não deixe de conferir a crítica do filme com Tom Cruise, nossos artigos sobre o contexto histórico dos monstros da Universal, o ranking dos melhores fimes, as melhores versões da Múmia, e uma breve reflexão sobre a trajetória dos filmes de terror!

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