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Universo monstruoso – Ranking dos Monstros da Universal!

O ranking dos Monstros da Universal, segundo minha modesta opinião…

Assustar toda uma geração não é para qualquer um. O estúdio Universal Pictures manteve o título de casa do terror durante as décadas de 1930 e 40, lançando filmes que ajudaram a moldar a imagem de muitos monstros nas mentes dos nossos pais e avós e, é claro, nas nossas também. Apesar da primeira incursão da Universal na categoria monstros ter se dado em 1923, na adaptação do clássico da literatura O Corcunda de Notre Dame, foi em 1931, com a chegada de Drácula, estrelado pelo ator húngaro Bela Lugosi, nos cinemas que teve início uma das fases mais lucrativas e criativas do estúdio.

Recentemente, foi anunciado um revival dos chamados Monstros da Universal, de olho no público mais jovem. Batizado de Dark Universe, o projeto dá seu pontapé inicial nesta semana, com a estreia de A Múmia, protagonizado por Tom Cruise (leia a crítica do filme). Enquanto o resultado dessa nova safra monstruosa não dá as caras, vamos conferir uma listinha marota com os 8 melhores monstros clássicos da Universal.

(Veja também uma análise de três versões cinematográficas de A Múmia e a versão de Alex Ross para os Monstros da Universal)

Ranking Universal Monsters

Confira!

8 – O Homem Invisível (James Whale, 1933)

O tal homem do título não é um monstro comum, mas nem por isso menos assustador. O ator Claude Rains dá vida ao Dr. Jack Griffin, um cientista que perde noites em claro pesquisando uma nova droga. Numa dessas madrugadas de estudo, ele tropeça em uma fórmula que o torna invisível. O que parece uma grande descoberta torna-se um pesadelo para o mentor de Griffin e sua noiva, quando os efeitos colaterais da tal poção surgem: além de invisível, o cientista torna-se insano e perigoso. Mesmo não integrando o panteão de grandes monstros, O Homem-Invisível é um dos exemplares mais divertidos lançados pela Universal e agrada não só o público de horror, como também o de ficção-científica.

 

7 –  O Fantasma da Ópera (Arthur Lubin, 1943)

Um monstro na coxia. Assim como seu parceiro invisível, o Fantasma da Ópera não é propriamente um monstro, mas um homem, Enrique, que teve o rosto desfigurado e que circula pelos bastidores do teatro tentando conquistar o coração de Christine, uma moça que faz aulas de canto. O problema é que, por trás da máscara, há alguém de sentimentos feridos que se vê ameaçado quando dois jovens demonstram interesse por Christine. O resultado é uma série de acontecimentos sinistros dentro e fora dos palcos. Claude Rains mais uma vez encara um protagonista de terror na Universal, nesta história clássica que, em 1922, teve uma versão de grande sucesso tendo no papel principal Lon Chaney, conhecido como “O homem das mil faces”.

 

6- O Lobisomem (George Waggner, 1941)

Lon Chaney deixou seu rastro no cinema da Universal. Seu filho, Lon Chaney Jr. deu vida ao monstro que mais exigiu do estúdio em matéria de efeitos especiais. A história do jovem Larry, que é atacado por um lobo e passa a não resistir à lua cheia, é um dos roteiros mais bem acabados desta segunda década de horror da Universal, assinado por Curt Siodmak. Apesar de ser lembrado como um dos importantes monstros do estúdio após o sucesso deste filme, o lobisomem já havia dado às caras na Universal em 1935, com O Lobisomem de Londres, dirigido por Stuart Walker. Atenção para a ponta feita por Bela Lugosi, o eterno Drácula da Universal.

 

5- O Monstro da Lagoa Negra (Jack Arnold, 1954)

Quem gosta de ficção-científica e terror clássico conhece (e endeusa, em alguns casos), o americano Jack Arnold, responsável por filmes como O Incrível Homem que encolheu e A Ameaça Que Veio do Espaço. Mas foi com o monstro encontrado na floresta Amazônica que o diretor experimentou o 3D e ainda garantiu mais uma criatura para o panteão da Universal. Pode parecer engraçado assistir ao filme hoje e pensar que as plateias temiam um ator usando uma roupa de borracha e uma máscara, mas, mesmo com a escassez de efeitos especiais, a produção continua rendendo debates entre os fãs de terror. Vale prestar atenção na trilha sonora assinada por Henry Mancini.

 

4 – A Múmia (Karl Freund, 1932)

É até estranho imaginar que um ator com um rosto tão marcante tenha feito seus melhores personagens usando uma pesada maquiagem que o deixava quase irreconhecível. Boris Karloff dá vida a um príncipe do Egito que é ressuscitado e sai em busca daquela que ele acredita ser a reencarnação de seu grande amor. Se a cena mais lembrada do longa é a abertura do sarcófago que revela o que sobrou a múmia, quem assistiu no cinema jamais esqueceu a força do olhar de Karloff perambulando pelas ruas com seu chapeuzinho. Por mais que a história ainda renda e as refilmagens sejam muitas, nenhuma tem o charme desta versão de 1932.

 

3- A Noiva de Frankenstein (James Whale, 1935)

Há quem diga que ela não merece entrar na lista de monstros por ter pego carona no sucesso de seu futuro marido. Mas não se pode negar a força deste filme que, mesmo realizado para levar Boris Karloff mais uma vez para as telas na pele da criatura feita de pedaços de cadáveres, não deixa de lado a originalidade ao colocar uma “monstra” como protagonista. Se até então as mulheres estavam no terror apenas como mocinhas indefesas que gritam e desmaiam de susto, para depois serem salvas pelo herói, agora um outro gênero surgia no universo das criaturas assustadoras. Elsa Lanchester teve um papel duplo nesta produção cheia de humor negro e com uma direção de arte que supera o filme que o precedeu.

 

2- Drácula (Tod Browning, 1931)

Se o Conde Orlok de Nosferatu é o mais assustador dos vampiros, o mais elegante é sem dúvida o conde interpretado por Bela Lugosi. Mesmo sem grande talento dramático, mas transbordando carisma, o ator húngaro imortalizou o olhar penetrante e as caras e bocas antes de atacar suas jovens vítimas de longos pescoços. A trilha sonora assinada por Phillip Glass, criada em 1998 e incorporada depois no lançamento em home video, ajuda a acentuar o tom de horror, em especial na cena onde Drácula se revela após descer a escadaria de um dos cenários mais grandiosos da Universal até então.

 

1 – Frankenstein (James Whale, 1931)

A criatura criada a partir de pedaços de cadáveres pelo cientista Henry Frankenstein não é apenas o melhor monstro da Universal como também tornou-se um símbolo do período de ouro das produções de terror do estúdio. Monstro com M maiúsculo, a criatura concebida na literatura por Mary Shelley ganhou rosto e corpo em Boris Karloff, auxiliado pela maquiagem criada por Jack Pierce, responsável pela criação da icônica cabeça quadrada que serviu de referência para centenas de imitações e paródias da criatura. Frankenstein conquista o coração do público por se tratar de um personagem inocente que comete um crime e acaba sendo perseguido por toda uma comunidade. Como esquecer a cena dos moradores empunhando tochas em direção ao celeiro onde a criatura se esconde? Sua reação de fúria é apenas instinto de sobrevivência, o que torna o final do longa dúbio. O fim do monstro é motivo de alegria ou de pena? Cada um com o seu significado. O que não resta dúvida é que Frankenstein é um clássico imortal.

 

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