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5 histórias que não fazem Justiça à Liga!

As piores HQ’s da Liga da Justiça

A Liga da Justiça (já leu a crítica do filme?) é uma das equipes mais antigas dos quadrinhos de heróis, razão pela qual ela tem grandes histórias…assim como algumas bem esquecíveis. Então, que tal lembrarmos dessas piores histórias? Vamos lá, vai ser legal (spoiler: vai nada…). Não deixe de acessar também o TOP 5 dos grandes momentos do grupo. Tem também uma lista com os melhores episódios da animação e outra com as versões alternativas da Liga.

Força Tarefa Liga da Justiça

Liga da Justiça HQ

Ah, a década de 90…

Os anos 80 e começo dos anos 90 foram bem cruéis com a Liga. Privada de seus membros mais importantes (pois cada um deles, Superman, Mulher Maravilha…) tinham suas próprias revistas, com seus próprios desenvolvimentos, restou apenas o Batman (pois o editor Denny O’Neil ficou com pena do fato que os principais personagens estavam fora) e membros como o Caçador de Marte, Lanterna Verde (mas era o Guy Gardner), Gelo… Fogo… (nomes originais, né?). Porém, ainda assim, J. M. DeMatteis e Keith Giffen conseguiram salvar a revista do esquecimento total (…diferente do título dos Vingadores que, na mesma época, passou por problema semelhante… mas suas histórias eram muito mais esquecíveis). O problema foi… a Força Tarefa Liga da Justiça.

Veja bem, a revista da dupla deu certo, mas tão certo, que haviam 3 revistas no começo dos anos 90: Liga da Justiça América, Liga da Justiça Europa e Justice League Quarterly (revista trimestral). Quando a LJE terminou, ela foi transformada em Força Tarefa Liga da Justiça, um grupo criado pelas Nações Unidas para diversas missões. As formações (assim como a equipe criativa) variavam de história para história, porém o centro era sempre o marciano e Cigana… o resto da equipe costumava ser Ray, Detonador, Triunfo e L-Ron controlando o corpo de Despero, entre outras reciclagens de material ruim.

Essa fase maravilhosa (sarcasmo) terminou não só pelo declínio das vendas, mas porque Grant Morrison iria rebootar a Liga, com seus membros principais.

 

Crise de Identidade

Liga da Justiça HQ

Momento família em Crise de Identidade, escondendo os podres dos heróis.

Qual a pior coisa que pode acontecer a um personagem? Perder o grande amor da sua vida? Ter sua vida pessoal destroçada? Às vezes, a pior coisa que pode acontecer… é um roteirista querer radicalizar tudo e deturpar o conceito base de um herói. Ou heróis, nesse caso.

Sue Dibny, esposa do Homem-Elástico, é assassinada e a comunidade dos heróis corre para descobrir o assassino. Correm em paralelo, então, duas histórias: enquanto os heróis investigam a morte, assim como subsequentes ameaças a outras pessoas ligadas a heróis, como Lois Lane e o pai de Tim Drake (o terceiro Robin, que morre enfrentando o Capitão Bumerangue), Flash descobre que o Dr. Luz, um vilão de terceira, na verdade era muito poderoso e estuprou Sue no satélite da Liga, o que forçou os heróis presentes a fazer uma lobotomia mágica (feita pela Zatanna) para fazê-lo esquecer do evento, assim como torná-lo um vilão bobo.

O resultado? SPOILER A SEGUIR – Ah, o assassino… era Jean Loring, ex-mulher do Átomo. O Arqueiro Verde admite que usou o recurso do “esquecimento mágico” mais de uma vez… inclusive no Batman, que se lembra dos eventos e cria o Irmão Olho… ou seja, essa história só para justificar os eventos da Crise Infinita… outra história ruim, mas fica para outro momento.

 

Liga da Justiça: Detroit

Liga da Justiça HQ

Zatanna, Aquaman, Vixen, Caçador de Marte, Cigana, Gládio e Vibro. Que bela equipe…

Outro problema grave que aflige as histórias é quando um roteirista fica tempo demais à frente da revista. Ele precisa manter a revista “fresca” e, para tanto, precisa escrever coisas radicais… pena que nem todas as idéias são boas.

Gerry Conway escreveu a Liga por uma boa parte dos anos 1980 e ele queria deixar a Liga mais parecida com as duas equipes que mais vendiam na época, os X-Men e Novos Titãs. A diferença entre essas duas e a Liga é que enquanto a Liga tinha membros que tinham suas próprias revistas, os X-Men e os Novos Titãs… não. Isso dava liberdade para o roteirista escrever o que quisesse. Por outro lado, nada grande pode acontecer com o Batman, numa revista da Liga, afinal… se acontecer, será na sua própria revista. Assim, Conway criou seu próprio time, composto por membros novos.

Na teoria, a idéia é boa: novos personagens, sem revista, que dá ao roteirista a liberdade de fazer o que quer. Na prática? Não é tão fácil. Seus novos personagens, Gládio, Vibro e Cigana, criados para adicionar diversidade, tornaram-se piadas. A formação teria dois grandes, Aquaman e Caçador de Marte (…é, eu sei), mas Arthur teve que sair, pois ganhou uma revista própria, o que é irônico, pois esse time começa quando ele reclama que os outros não levam a Liga a sério (pois têm suas próprias aventuras, num comentário meio “quebrando a quarta parede”). Ah, mudaram a base de operações para Detroit, por isso o nome desta fase esquecível.

Conway saiu da revista e, depois da Crise nas Infinitas Terras, J.M. DeMatteis assumiu, encerrou as pontas soltas e tornou a revista na Liga da Justiça Internacional.

 

Crise Final

Liga da Justiça HQ

Lambança multiversal na Crise de Grant Morrison.

Depois de uma série de Crises, Grant Morrison chegou com a Crise Final. Comecemos do começo, porém. Morrison é um autor que ou você ama ou odeia. Eu odeio, contudo não é esse o motivo dessa história estar nessa lista.

Primeiro, a história é confusa, principalmente na última edição, que é a mais importante. Há muitos personagens, nem todos explorados de forma igual e, no meio de tudo, personagens chave como o Superman, são tirados do arco principal e jogados em spin-offs horríveis. Aliás, falando em histórias, para você entender completamente a história (…relativamente falando), você tinha que ter lido diversas histórias antes, como Sete Soldados da Vitória ou Contagem Regressiva para Crise Final.

Aliás, eu li essa história quando ela saiu, mensalmente e achei muito confusa. Para escrever essa lista, eu RELI a história… e ainda achei confusa. Me pesa MUITO que a última edição seja tão confusa. O que aconteceu com Darkseid? Ele foi exorcizado pelo laço da Mulher Maravilha? O que o derrotou? A “bala mágica” que matou o Orion ou o fato que o Corredor Negro o “atropelou”? No final do dia, Morrison só queria revolucionar tudo, matou nosso marciano favorito, destruiu o Quarto Mundo, criou o Quinto Mundo… e levou ANOS até a DC desfazer tudo o que ele fez!

 

Crise Infinita

Liga da Justiça HQ

Crise para todos os lados!

O “segundo arco da trilogia” (que, assim como a trilogia Matrix, nunca deveria ter *sido* uma trilogia), Crise Infinita remete ao conceito introduzido na Crise nas Infinitas Terras. Ao longo do (horrível) Contagem Regressiva para a Crise Infinita, várias coisas ruins foram acontecendo, como a Mulher Maravilha matar Maxwell Lord, Batman criar o Irmão Olho (e consequentemente, o O.M.A.C.), a guerra entre Rann e Thanagar… Alex Luthor, Superboy Primordial, e o Superman e Lois da Terra 2 tem um plano de recriar as Terras Alternativas (…elas já não existiam, depois do Hipertempo?).

A história é meio que uma desculpa para que as revistas deixem de ser sombrias, é sejam mais… heroicas (qualquer semelhança com o universo cinematográfico da DC é mera coincidência) e, assim como a história original, aposenta um Flash (Wally West) e o substitui por seu sidekick (Bart Allen), numa mudança que… não deu muito certo (a explicação de como foi feito para voltar ao status quo merece um artigo a parte, de tão ruim), além de matar Conner Kent, o Superboy (ele voltou depois, outra explicação ruim). O único feito de importância dessa história é transformar Superboy Primordial em uma ameaça gigante. Geoff Johns querendo causar… Só isso.

 

Bônus: minha história favorita que não existe mais

Liga da Justiça: Ano Um

Liga da Justiça HQ

Versão bacana que acabou desconsiderada!

Depois de Crise nas Infinitas Terras, a formação original da Liga da Justiça teve que mudar, substituindo Mulher-Maravilha por Canário Negro. O resto (Caçador de Marte, Lanterna Verde/Hal Jordan, Flash/Barry Allen, Aquaman) permaneceu igual. Isso porque, após a Crise, foi estabelecido que Diana só chegou à Terra recentemente. Com essa mudança, Mark Waid e Barry Kitson contam a história dessa “nova” primeira formação.

Por que ela não existe mais? Depois dos eventos de Hipertempo, foi reestabelecido que Diana veio à Terra antes e a Canário não mais faz parte da primeira formação da Liga. Acho muito triste que essa história não conte mais, pois mostra a interação da Liga em seu começo, como personalidades tão diferentes conseguiram trabalhar juntas.

 

E aí? Gostou? Concorda? Discorda? Quais as histórias da Liga que você odeia?

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  • João Victor

    É curioso que eu comecei a acompanhar quadrinhos mais ou menos na época de Crise de Identidade e Crise Infinita e por conta disso tenho um carinho muito grande por essas duas historias, até porque eu li as duas sem conhecer nada do passado da editora.

    Quando eu reli Crise Infinita recentemente continuei achando uma boa história, até porque a nostalgia é forte pra mim quando eu leio, já Crise de Identidade eu não reli para ter uma nova opinião.

    Ótima lista, abraços.

    • ShinHakkai

      Bom, primeiro, valeu pelo elogio!

      Listas são complicadas, usamos nossos conceitos, experiências e, principalmente, o fator nostalgia, como você citou, para criá-las… e eu sou conhecido pelo meu gosto bizarro XD

      E parte do meu gosto bizarro vem do fato que cresci lendo gibis dos anos 80, mas principalmente dos anos 90 (razão pela qual devo ser o único no Formiga que é fã do Venom, Deadpool, Cable e todos esses personagens desse naipe. Diabos, na época, eu até tinha achado legal o Jean-Paul Valley, o Azrael, ter virado o Batman, depois da queda do Morcego…).

      Também tenho um problema grave com histórias que utilizam conceitos de histórias antigas, razão pela qual eu meio que torço o nariz para Crise Infinita, vez que ela faz referência direta à Crise nas Infinitas Terras (da mesma forma que eu detestei quando Chris Claremont lançou “Deus Ama, o Homem Mata 2” no X-Men… tipo, isso, eu achei ainda pior do que a Crise Infinita, porque é uma sequência direta, de uma história que não precisa ter sequência…).

      Por fim, mesmo que eu não curta essas histórias, se você curtiu e elas te motivaram a continuar lendo, então elas fizeram seu trabalho de gerar e manter leitores! (eu sei, parece uma resposta meio política, mas eu realmente acredito nisso)