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Boba Fett: Inimigo do Império – Mantendo os fãs de Star Wars aquecidos!

Boba Fett: Inimigo do Império

Pois bem, o favorito da galera entre os fãs do universo expandido de Star Wars, está de volta. Pela terceira vez, na verdade. A Panini nos traz mais um encadernado estrelando o melhor e mais conhecido caçador de recompensas da galáxia – Boba Fett: Inimigo do Império. O volume, que pertence à linha Legends, segue com as publicações da editora sobre esse Universo, mantendo a galera aquecida para a estreia de Rogue One, no final do ano. No entanto, é necessário ressaltar que a periodicidade tem sido intermitente, nos fazendo questionar até quando isso vai durar. Mas antes de começar a criticar, vamos falar um pouco sobre o quadrinho em si…

São dois arcos divididos distintos – Inimigo do Império, que dá o título ao volume, e Caça a Bar-Kooda.

No primeiro arco, dividido em quatro partes, Boba Fett é contratado por ninguém menos do que o Lorde Sith mais querido do universo, Darth Vader, para encontrar um militar dissidente que fugiu sob acusação de tomar uma caixa com segredos importantíssimos do Império – além de ter matado seu superior no processo. Vader demonstra desde o início sua preocupação em relação ao conteúdo da caixa, o que chama a atenção do caçador de recompensas, que sabe que o Lorde Negro não se perturba por pouca coisa. Vader, por sua vez, também conhece muito bem a astúcia de Fett e, sabendo que ele pode se tornar um eventual risco diante do valor do conteúdo da caixa, encaminha um grupo de assassinos para dar cabo do homem na armadura mandaloriana, tão cedo a missão se encerre.

Boba Fett: Inimigo do Império

Arte de Ian Gibson!

Fett continua sendo um caso sui generis na cultura pop. Ele não tem nem meia dúzia de falas na franquia que o apresentou ao público, mas é incrível o status que ele atingiu. Em particular nessa HQ, pois, se nas outras histórias do universo Legends o mercenário é visto sambando na cara de quem aparece na sua frente, aqui – e isso não é um spoiler, pois fica óbvio desde o início – ele entra em rota de colisão com ninguém menos do que o próprio Vader. E não só consegue se virar, como se sai muito bem contra o Sith, que é, ao menos todos supúnhamos, um dos seres mais poderosos da galáxia no período em que se passa a história, logo antes do Episódio IV.

Assim, é surpreendente a visão que os escritores e fãs tem de Fett. Ele é uma espécie de mistura de Batman com Wolverine (os fãs da grande saga Amálgama entre Marvel e DC tem agora sua permissão para ter pesadelos com flashbacks), porque, apesar de não ter poderes especiais, o mercenário tem a inteligência, a tecnologia e o preparo constante do Morcego, além do temperamento implacável e a sagacidade do mutante. Na verdade, as histórias que protagoniza sempre estão a um passo de serem difíceis de aceitar, dado o overpower com que o personagem é representado. Como dissemos, o combate entre ele e Vader não deveria durar mais do que alguns segundos, dada a diferença de poder, mas não só dura, como o mercenário ainda consegue dar trabalho e sair vivo do embate. Tudo de maneira relativamente crível.

Méritos do escritor John Wagner, conhecido pelos fãs de HQ como o criador de ninguém menos do que o Juiz Dredd, personagem que compartilha algumas características, como personalidade e temperamento, com Fett. Sua intimidade com esse tipo de personagem torna a HQ até divertida e interessante, usando de maneira fluida e simples um protagonista que é naturalmente cativante. Embora, como em todo o resto do universo Legends, a história não seja em absoluto surpreendente, ela não deixa de ser um complemento bacana para o resto da saga SW. O ponto contra são os desenhos de Ian Gibson – eles serviriam muito melhor a um Deadpool ou a um Guardiões da Galáxia, com seu humor tolo – que são demasiadamente cartunescos para uma história de ação que se pretende tensa. Não são necessariamente ruins, mas incomodam principalmente nos momentos de combate, em que um realismo se encaixaria bem melhor.

Boba Fett: Inimigo do Império

Arte de Cam Kennedy!

Deste mal, o segundo arco do volume, Caça a Bar-Kooda, não padece. O traço clássico de Cam Kennedy e a paleta de cores minimalista usadas por Chris Blythe dão um certo ar oitentista para a HQ, imediatamente já capturando mais a atenção do amigo leitor do que o arco anterior. Ainda com narrativa de John Wagner, a história, substancialmente mais curta que a anterior, mostra Fett sendo contratado por um abominável – como não poderia deixar de ser – Hutt, que deseja ver um pirata chamado Bar-Kooda devidamente capturado e morto. A historinha é bastante simples e rápida de ser lida, mas recomendamos que o amigo leitor realmente para apreciar a arte desse arco e desfrutar de seu ar nostálgico.

O volume como um todo, sendo oferecido a um preço de R$ 16,90, é divertido e vale a pena uma olhada. O papel tem a qualidade já conhecida desses encadernados e o preço está de acordo com a capa cartonada. A única coisa que ainda nos parece estranha é que, com Rogue One prestes a ser lançado, a periodicidade dos lançamentos da linha Legends, que tem um caminhão de material ainda a ser lançado aqui, ainda é muito esparsa. Fora que este já é o terceiro volume estrelando o caçador de recompensas, enquanto o próprio Vader só tem um. Claro que se pode alegar que Vader tem o seu próprio mensal, mas é de se estranhar que a editora venha deixando a oportunidade de lançar por aqui muito mais material de um tema que está bem fresco, não apenas na mente dos fãs mais fervorosos, mas do público em geral que também consome esse tipo de material.

Mas quem sou eu para entender essas coisas. Afinal, sou apenas um colunista. Ah, se eu tivesse a sagacidade de Boba Fett…

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