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STAR WARS: HERDEIRO DO IMPÉRIO – Olha…é melhor que o Episódio I!

Em 1983, com o fim da Saga Star Wars nos cinemas, os fãs queriam mais – mal sabiam que esse MAIS traria três filmes de qualidade lamentável anos depois -, e esse ”mais“ aconteceu antes na literatura.

Lançada em 1991, a Trilogia Thrawn, do escritor norte-americano Timothy Zahn, se passa cinco anos após o final de STAR WARS VI – O RETORNO DE JEDI. E agora, a Editora Aleph lança a série no Brasil. Começando pelo primeiro livro, HERDEIRO DO IMPÉRIO, que conta com uma edição muito bem caprichada, uma bela capa e um marca-páginas simplesmente genial.

Edição caprichada da Aleph e o genial marca-páginas

Edição caprichada da Aleph

A série é aclamada por grande parte dos fãs de STAR WARS e considerada uma das melhores coisas já escritas dentro do Universo Expandido. Infelizmente, o livro deixa a desejar em algumas questões.

Timothy Zahn

Timothy Zahn

A história começa com a tentativa de consolidação da Nova República, que ainda enfrenta resistência de simpatizantes do Império, e a situação atual dos protagonistas que já conhecemos, como Luke, Leia, Han e outros. Logo somos apresentados ao grande algoz dessa nova trilogia, que é o grão-almirante Thrawn, um alienígena de pele azul e olhos rubros, que é um grande estrategista militar e planeja acabar com a Aliança Rebelde frustrando os planos da Nova República.

HERDEIRO DO IMPÉRIO inicia muito bem, mostrando que Thrawn é alguém a ser respeitado. Só o fato dele ser nomeado grão-almirante, mesmo sendo um alienígena, já mostra que ele fez por merecer o cargo, visto que o Império era xenofóbico e só recrutava humanos.

Herdeiro do Império

Os deslizes começam quando Thrawn praticamente advinha os planos da Aliança. Em muitas passagens, o grão-almirante simplesmente diz que os rebeldes farão determinada investida, como se ele pudesse ler os pensamentos deles (eu só li o primeiro livro até agora, então não sei se, por ventura, ele de fato lê mentes). Isso dá a impressão de ser mais uma onisciência do que inteligência estratégica. Sinceramente, são várias soluções preguiçosas com o objetivo de colocar o vilão no encalço dos heróis de maneira rápida.

As situações também não são bem construídas, de modo que o arco dramático não é bem definido. Isso se justifica, em grande parte, pelo fato de que a jornada dos protagonistas já foi completada nos filmes, então fica difícil armar uma nova gama de acontecimentos realmente relevantes para a evolução dos personagens.

A Trilogia foi publicada no Brasil na década de 90, pela editora Best Seller.

A Trilogia foi publicada no Brasil na década de 90, pela editora Best Seller.

Outro problema, que considero o maior, é que em quase todos os momentos de tensão, o autor faz referência a momentos da trilogia anterior falando que “tal” personagem se lembrou de algo que viveu. Isso diminui, e muito, a dramaticidade da situação, pois nos remete à outra história nos tirando da que estamos lendo. Além de desnecessário, também é um jeito extremamente básico de sempre querer se remeter aos filmes. Mas, se já é uma continuação, para quê essa necessidade extrema de fazer esse tipo de ligação?

Ainda assim, toda a sequência de eventos, politicamente falando, mostrados neste primeiro livro fazem sentido. A questão da Nova República ainda estar tentando se consolidar, o fato de que ainda há seres adeptos às ideologias do Império, o vilão ser um grão-almirante de um sistema longínquo que utiliza seus recursos para enfrentar a Aliança… Enfim, tudo isso faz parte do ponto forte da obra. Os acontecimentos têm coerência e conseguem fazer com que queiramos avançar os capítulos para saber o que vai acontecer. Algo essencial para qualquer história.

STAR WARS: HERDEIRO DO IMPÉRIO é um livro de quase 500 páginas, mas de leitura tranquila e rápida. Não é uma grande literatura, mas não deixa de despertar a curiosidade sobre o que acontecerá com os personagens que conhecemos e gostamos tanto. Agora, só nos resta esperar os outros dois volumes.

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