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Sentimentos que Curam – O início de uma cineasta!

Sentimentos que Curam

Sentimentos que Curam(Infinitely Polar Bear) marca a estreia de Maya Forbes como cineasta, com roteiro de sua própria autoria, e a primeira impressão que novata deixa é ter como ponto forte a direção de atores. Maya, que também escreveu os roteiros de Monstros vs. Alienigenas e Diario de um Banana 3, aposta agora em uma história onde o drama dita o tom, porém alternando entre bons e maus momentos.

Sentimentos que Curam

A trama se passa na década de 70 e acompanha um pai maníaco-depressivo, que após um ataque tenta reconquistar sua família, assumindo a responsabilidade de suas duas filhas pequenas e bagunceiras. A química que existe entre o elenco, certamente, é o ponto forte da produção. Mark Ruffalo, interpretando Cameron, um homem psicologicamente perturbado (muito parecido com o personagem-título de Confissões de Henry Fool, de Hal Hartlley) é quem mais se destaca. Obviamente, ele tem a ajuda de ter um roteiro que gira em torno de seu personagem, mas a maneira como conduz as interações com os outros personagens em tela (principalmente as duas crianças) é digna de aplausos. A mão da diretora por trás das atuações das atrizes mirins também é notável, deixando a esposa, interpretada por Zoe Saldana, por vezes ofuscada na história, ainda que a atriz entregue um bom trabalho no geral.

Sentimentos que Curam

O roteiro do filme, que busca sempre explorar a relação do pai com as filhas, falha em alguns pontos. Sim, a relação entre os três é realmente a coisa mais interessante, porém o texto chega a insinuar diversas situações que acabam não se concretizando, soando como passagens absolutamente desnecessárias para a progressão da história. Com a câmera na mão, Maya opta por não ousar (o que não necessariamente é uma coisa ruim). A cineasta escolheu, por exemplo, usar a câmera solta em momentos que os personagens passam por algum momento psicologicamente complicado, passando assim a impressão de instabilidade com a imagem propriamente dita, uma técnica comum, mas eficiente . No entanto, talvez ela pudesse privilegiar alguns planos mais fechados, para que houvesse um tom mais dramático. A fotografia cumpre seu papel, passando o aspecto necessário da época em que se passa, mas não de forma excepcional.

Sentimentos que Curam

Em suma, Sentimentos que Curam é um filme de acertos e erros de uma cineasta novata, que começa a esboçar pontos fortes e fracos. Vale a pena pelas atuações e – claro – algumas situações que conseguem comover.

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