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Poltergeist: O Fenômeno – Sem muito a acrescentar!

Poltergeist: O Fenômeno foi comentado no Formiga na Cabine!

Poltergeist

A onda dos remakes não acaba, juntamente com a enxurrada de filmes de terror que tem chegado ao mercado. Se for possível produzir algo que se encaixa em duas fortes tendências, tanto melhor, comercialmente falando, o que faz do lançamento deste Poltergeist: O Fenômeno uma aposta segura para o estúdio. É possível diminuir ainda mais o risco? Sim, colocando um nome forte como produtor! Sam Raimi, muito associado ao gênero, aparece nesta função, garantindo um pouco mais de interesse do público, mesmo que sua participação possa não ser tão ativa quanto muitos gostariam.

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Dirigida por Gil Kenan, da animação A Casa Monstro e em seu segundo longa com atores, esta refilmagem do filme de 1982, comandado por Tobe Hooper – que contava com Steven Spielberg como produtor e roteirista – toma a mesma premissa da família que se muda para uma nova casa e é atormentada por espíritos, sendo a filha mais nova um objeto de interesse para essas entidades. Realmente, nem é culpa do roteirista David-Lindsay Abaire – de A Origem dos Guardiões e Oz: Mágico e Poderoso – que a história seja tão esquemática, linear e sem nenhuma virada significativa, pois o material original já era assim e, provavelmente, a orientação recebida foi manter este “novo” texto bem próximo. Você nem precisa conhecer o filme original para saber, logo nos primeiros minutos, que virá algum tipo de paranormal, estilo “sou o melhor no que faço”, para resolver o problema.

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Com roteiro e direção engessados por essas circunstâncias, a impressão é que este novo Poltergeist é uma homenagem ao original, sem muita vida própria. O elenco principal é reconhecidamente competente, com Sam Rockwell (de Lunar, O Guia do Mochileiro das Galáxias), Rosemarie DeWitt (da série Mad Men e Homens, Mulheres e Filhos) e Jared Harris (também de Mad Men e Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras), mas sem muito o que fazer ali. Os elogios vão para dois fatores improváveis em produções como essa, que são o 3D, realmente dando mais profundidade às imagens – algo raro quando o filme é convertido posteriormente – e a fotografia, que consegue alguns resultados interessantes ao longo do filme, mesmo com efeitos especiais bem pouco verossímeis em momentos importantes. Isso graças a Javier Aguirresarobe, que já realizou trabalhos fantásticos, e bem diferentes entre si, em Os Outros e Blue Jasmine.

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O Poltergeist: O Fenômeno de 2015, para esta nova geração de público, ficará como mais um terror genérico e descartável, já que tem sustos completamente previsíveis e telegrafados, além de uma classificação PG-13, um tanto incompatível com algo que tem como finalidade causar medo. Os fãs do filme de 1982 vão conferir, nem que seja pela curiosidade, o que deve garantir um retorno financeiro ao estúdio. Resta saber se esse retorno vai gerar continuações deste remake, diminuindo ainda mais as chances da indústria investir em algo mais ousado.

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