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OS MERCENÁRIOS 3 – Ainda vale o passeio! (Estreia em 21/08/2014)

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Esse é aquele tipo de filme que as pessoas perguntam “É legal?” e a resposta mais coerente e honesta seria “Depende”. A nostalgia dos filmes de ação da década de 1980 e 90 tem peso na avaliação pessoal, já que a proposta da franquia Os Mercenários é justamente essa, desde o anúncio do primeiro The Expendables, de 2010. Depois de um filme de estreia sem muita graça além das presenças carismáticas de Stallone e cia., dois anos depois, o segundo filme acertou em cheio no fator diversão e em levar-se um pouco menos a sério, o que ficava mais do que evidente no nome dado ao vilão interpretado por Jean-Claude Van Damme. Assim, mais dois anos se passaram e chegamos ao terceiro exemplar da franquia. Como no segundo, novas participações de caras envolvidos no cinema de ação do passado, e uma trama igualmente básica como manda a cartilha da série. Agora cabe desenvolver o “Depende” citado ali em cima.

O espectador que apreciou os dois anteriores não terá o que reclamar desta nova aventura. Talvez incomode a falta de sangue aos familiarizados com os filmes mais antigos dessa turma, já que Os Mercenários 3 recebeu uma classificação etária própria dos filmes família, a polêmica PG-13, que atenua a violência regada a hemoglobina  e o linguajar. Fora isso, estão de volta Sylvester Stallone, Jason Statham, Dolph Lundgren, Randy Couture, Terry Crews, Arnold Schwazenegger e Jet Li. As novidades ficam por conta da adição de outros maduros, como Mel Gibson, Wesley Snipes, Harrison Ford, Antonio Banderas e Kelsey Grammer, os dois últimos, curiosamente, sem aquela proximidade com o gênero ação/explosão /porrada do resto do elenco. A história mostra Barney (Stallone) dispensando por remorso o time original e formando uma nova equipe, bem mais jovem, para uma caçada pessoal a Conrad Stonebanks (Mel Gibson), ex-companheiro dado como morto que se tornou traficante de armas. Os novos Mercenários são Kellan Lutz, Glen Powell , o boxeador Victor Ortiz e a estrela do UFC Ronda Rousey, fazendo o contraponto etário com os veteranos.  O resto é bem fácil de intuir por qualquer espectador, e pronto! Nada revolucionário e nem tem a pretensão de ser algo além de uma boa matinê.

Mel Gibson, aproveitando a imagem ruim da vida real  para compor seu vilão!

Mel Gibson, aproveitando a imagem ruim da vida real para compor seu vilão!

A ação, embora sem nenhum arroubo criativo, é pontualmente inserida no ritmo do filme. Seria provável que a falta de sangue comprometesse um pouco a verossimilhança do que se vê na tela, mas na correria das cenas, nem há muito tempo para pensar nisso. Talvez em eventuais continuações, a série pudesse se beneficiar de algum recurso estético mais ousado, pois o diretor Patrick Hughes apenas bate o cartão aqui, dando uma ideia clara – e um pouco desanimadora – do que esperar de seu próximo filme, a refilmagem do estiloso e frenético indonésio The Raid. No meio de tudo, existem fartas – mas não exageradas – doses de humor que tornam a experiência mais divertida. Os espectadores mais bem informados vão achar graça nas referências a detalhes pessoais de atores e da produção, além daquelas velhas frases de efeito e piadas rápidas que fazem parte do repertório do tipo de cinema evocado aqui. Além disso, a participação de Antonio Banderas é inesperadamente hilária, roubando fácil a cena em vários momentos.

Ronda Rousey e Victor Ortiz

Ronda Rousey e Victor Ortiz

Conflito de gerações!

Conflito de gerações!

Alguém vai perguntar se este é melhor que o segundo. Acho que são tão equivalentes que a única observação a esse respeito a ser feita é que o duelo final de Os Mercenários 3 pareceu mais rápido e inferior, se comparado ao segundo filme, o que não chega a contar como defeito, pois é apenas um comentário. E a franquia ainda tem fôlego? Claro que tem, já que existe uma boa lista de gente do ramo para contratar, fora alguns outros que estão praticamente pedindo para participar, mas o pior desafio que o grupo de Barney Ross enfrenta nem está nas telas. A bilheteria doméstica baixa pode ser o inimigo definitivo que vai tirar essa equipe de circulação, graças a vazamento online do filme antes de sua estreia.

Deixando o futuro de lado, quem se interessa por duas horas de diversão acompanhando um bando de durões armados até os dentes, que não se importa em fazer piada sobre a própria idade, não vai ter o que reclamar em uma sessão do filme. Além de tudo, os admiradores da turma do Stallone sairão da sala se perguntando e torcendo sobre quem poderia estar em um hipotético próximo filme e, com certeza, parte da graça é especular sobre isso com os amigos.

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