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Kin – Drama com toque sci-fi não empolga!

Kin é um ótimo exemplo do que não se deve fazer com uma boa história

Kin, filme dos diretores Josh e Jonathan Baker, estrelado pelo novato Myles Truitt, Jack Reynor, Zoë Kravitz e James Franco, é um drama familiar com perseguições e toques de ficção científica que tinha tudo para dar certo. Mas não deu.

Crítica de Kin

O longa acompanha a vida do jovem Eli (Truitt), que passa por uma fase complicada após a morte da mãe. Além da difícil relação com o pai autoritário, os problemas do garoto aumentam com a chegada de seu irmão, Jimmy (Reynor), um ex-condenado por roubo.Quando o criminoso Taylor Balik (Franco) jura vingança contra Jimmy, Eli e o irmão embarcam em uma fuga, acompanhados pela stripper Milly (Kravitz) e sendo perseguidos por seres de outra dimensão que querem a arma que Eli encontrou em um galpão abandonado.

O filme peca ao tentar abranger mais temas do que deve. Ora foca no drama familiar, ora na busca por vingança por parte de um traficante que teve seu irmão morto. Quando se concentra no sci-fi – tema recorrente nos últimos tempos na TV e no cinema – promete empolgar, mas acaba da mesma forma que começou: do nada. O roteiro de Kin é repleto de furos, clichês e saídas fáceis.

Ainda assim, Kin não é um total desastre. A fotografia, com longos shots abertos e câmeras aéreas, consegue demonstrar o isolamento dos personagens. As sequências de ação são boas e queremos ver mais da misteriosa arma à laser de Eli. A química entre os atores Truitt e Reynor é prazerosa de se ver. Ambos conseguiram convencer ao lidarem com os problemas e a tentativa de reaproximação.

Crítica de Kin

Final às pressas

Existem produções em que só o CGI e a aventura já valem o ingresso, como no divertido Megatubarão. Mas,infelizmente, este não é o caso. Mesmo que você ignore a bagunça presente nos três núcleos de ação, ainda vai ser um filme que, em pleno 2018, mostra um jovem negro encontrando a resposta de seus problemas em uma arma.

Voltamos a clássica história do jovem órfão que é “o” escolhido. Uma jornada que estamos acostumados e que, sinceramente, não nos cansa se for bem executada. Kin inclui esta premissa nos minutos finais para justificar o porquê de Eli conseguir manusear a arma. James Franco praticamente recria seu personagem em Spring Breakers para dar a vida ao malvado Balik. Mas o real vilão do filme é o roteiro, que parece ter sido escrito às pressas.

Crítica de Kin

Ao assistir Kin, temos a sensação de estarmos diante de uma série prematuramente cancelada, que precisou de um final abrupto. Aliás, talvez no formato seriado, a trama teria empolgado, pois haveria mais tempo para o desenvolvimento dos personagens e aprofundamento do universo criado.

Com um final mais rápido que o Tom Cruise em Missão Impossível -Efeito Fallout e o uso de um Deus Ex Machina que deixa as águias da Terra Média no chão, fica difícil pensar que Kin ganhará uma sequência.

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