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Jumanji: Próxima Fase – Uma aventura divertida e hilária… de novo!

Jumanji: Próxima Fase é a quarta iteração da aventura

Depois do sucesso de Jumanji, em 1995, e o fracasso de Zathura, em 2005, Jumanji: Bem-vindo à selva culminou como um dos filmes de maior faturamento da Sony, com 962 milhões de dólares em 2017. Contando com o carisma de Dwayne Johnson, Kevin Hart, Jack Black e Karen Gillian, o soft reboot tentava agradar a todos através de comédia e aventura, com um toque humano que lembrava Clube dos cinco. Devido ao sucesso, não é de se estranhar que o estúdio tenha optado por repetir a fórmula. Mesmo. Em Jumanji: Próxima Fase, volta o diretor e roteirista Jake Kasdan, o produtor e ator Dwayne Johnson e todo o elenco principal do primeiro filme, com exceção do vilão.

Crítica de Jumanji: Próxima Fase

Três anos depois dos eventos do filme anterior, o mesmo grupo de adolescentes decide se encontrar durante as férias de natal para colocar os assuntos em dia. Spencer (Alex Wolff, do excelente Hereditário) está com depressão e chega em casa, onde divide seu quarto com o avô, Eddie (Danny DeVito). Ele fez uma cirurgia no quadril e é visitado por seu antigo amigo, Milo (Danny Glover) para encerrar uma velha discussão. Os dois velhos rabugentos são os novos rostos da franquia e fazem tudo para merecer a sua participação.

Spencer resgata o jogo quebrado e tenta consertar, numa tentativa de jogar novamente como o avatar Dr. Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), para sentir-se tão bem como se sentiu depois que jogou a primeira vez. O jogo dá erro quando é iniciado e acabam dentro do jogo mais gente do que Spencer havia planejado.

Gostou do primeiro, gostou do segundo

O roteiro, em seguida, é dolorosamente parecido com o último, explicando as mesmas regras, perigos e avatares para que a história faça sentido para quem não o assistiu. O que foi inovador em Bem-vindo à Selva, agora se torna repetitivo e previsível. Cada um tem três vidas, as habilidades são específicas ao avatar e eles precisam trabalhar juntos, tem uma joia a ser resgatada, um hipopótamo tenta matar uma personagem, tem um vilão que não importa muito pra história, etc.

Crítica de Jumanji: Próxima Fase

Para manter um pouco o frescor, são incluídas diversas piadas de velho e imitações de Danny Glover e Danny DeVito, já que o defeito do jogo permite que os jogadores troquem de avatar. Também são acrescentados novos poderes e fraquezas para cada avatar e uma nova personagem, a ladra Ming Fleetfoot, interpretada pela atriz e rapper Awkwafina, que reprisa seu ótimo tempo de comédia de Podres de ricos (2018).

O “world-building” de Jumanji continua, sempre no formato de “pegue o item e vá até o local”. A desculpa de “estão num jogo” deixa as motivações e os personagens rasos e recheiam tudo de clichês, mas o que funcionou no último funciona nesse também. Rapidamente, paramos de nos importar com a história e somos transportados para a aventura e o humor, uma conquista merecida pela direção eficiente de Jake Kasdan, criando um filme leve e fácil de assistir.

As sequências de ação melhoraram consideravelmente, ainda baseadas em “vamos fugir de algo”, mas com algumas mudanças que dão profundidade física e complexidade divertida, como a excelente perseguição de Mandris (não são babuínos, como lembra Mouse Finbar) em pontes que se movimentam. O humor está presente no filme todo, às vezes sem efeito, mas nunca irritante, embora muitas vezes repetitivo. As imitações de Kevin Hart e Dwayne Johnson de Danny Glover e Danny DeVito são engraçadas, embora toquem no limite das capacidades de interpretação do The Rock.

A proposta de “um filme para a família” é evidente, não somente pelo contexto de fim-de-ano, mas graças a alguns tributos feitos À jogos de todas as eras, mas principalmente a outros filmes, como O Desafio das águias (1968), Lawrence da Arábia (1962) e Os Caçadores da Arca Perdida (1981), inclusive na trilha sonora composta por Henry Jackman. Como nos outros filmes, há muitos animais e perseguições, e parece que 2020 será o ano das hienas no cinema. 

Crítica de Jumanji: Próxima Fase

Química

Os ponto forte Jumanji: Próxima Fase é a química do elenco, tanto do núcleo dos avatares quanto dos personagens. Devito e Awkwafina roubam as suas cenas, Johnson e Hart são uma dupla incrível, Black mostra a sua notável gama de comédia e atuação. O roteiro parece escrito para explorar todos os pontos fortes dos atores, seja na habilidade física de Karen Gillian, na piada de ter um cavalo como avatar ou na confusão dos velhinhos que sequer conseguem entender o conceito de um videogame moderno.

Dinâmico, recheado de aventura e humor e com inusitada sensibilidade e emoção para esse tipo de produção, Jumanji: Próxima Fase é uma ótima pedida de um filme pipoca pra levar a família. Ele cresce o suficiente com personagens novos e uma dinâmica que permite manter o frescor, apesar de um primeiro ato dolorosamente repetitivo para quem já viu o anterior. Uma rápida cena pós-créditos já revela que o próximo poderá se libertar da repetição que já pode ser sentida, mas há de se comemorar que estamos perante uma franquia que preenche o buraco de aventuras no estilo Alain Quartermain.

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