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Um olhar aprofundado sobre as BOND GIRLS! (PARTE 1)

Não importa a cor da pele, o nome, a nacionalidade ou se preza ou não pela virtude. Bond girls devem ser belas, únicas e sofisticadas. Nos parágrafos a seguir, vamos embarcar juntos no universo dessas mulheres que fizeram – e fazem – o agente James Bond perder a cabeça. Vamos desbravar as teorias e curiosidades sobre essas mulheres, inspiradas em figuras reais e que passaram das páginas dos romances de Fleming para as telonas junto com o espião mais famoso do mundo.

Bond Girls

Foi em 1953 que a primeira aventura de James Bond apareceu. No livro Cassino Royale, onde o espião tinha de derrotar um agente soviético chamado Le Chiffre nas mesas de bacará em um luxuoso cassino no sul da França, a primeira Bond girl surgiu e se tornou referência. Vesper Lynd foi a primeira a arrebatar o coração de James Bond ao ponto de fazer 007 abandonar a profissão para se casar e constituir uma vida a dois. Mas após a morte da amada, Bond descobre que esta era na verdade uma agente dupla trabalhando para seus inimigos do outro lado da Cortina de Ferro.

Depois de Vesper Lynd muitas outras mulheres passaram pela vida de James Bond. A cada novo romance de Ian Fleming uma nova garota era apresentada e muitas semelhanças são notadas entre elas. Na maioria das vezes as Bond girls tem idade estabelecida na casa dos vinte anos, mais precisamente entre 23 e 25 anos, a mais velha sendo Pussy Galore já na casa dos 30 e a mais nova Gala Brand, com 18 anos, sendo uma das raras exceções com quem o espião não chegou a se envolver amorosamente. Uma grande parte das garotas de Bond sofreram abusos sexuais quando jovens e acabaram por desenvolver uma espécie de aversão aos homens, o que as torna mulheres fortes e independentes, porém nenhuma delas é capaz de resistir ao charme do espião. Fora isso outra semelhança entre elas são os detalhes de sua aparência. Fisicamente muitas Bond girls se parecem entre si. Ian Fleming o frequentemente as descrevia como tendo os cabelos sempre ao natural caídos sobre os ombros, os olhos bem afastados entre si e um estilo pouco vaidoso com sapatos de bico quadrado, relógios masculinos e que nem sempre fazem uso de joias, além de apresentarem unhas curtas e desesmaltadas.

Casino Royale

Indo na contramão onde a maioria das mulheres nos anos 50 eram donas de casa dependentes de seus maridos, as Bond girls eram mulheres independentes que trabalhavam para o governo ou sendo até criminosas, algumas chegando a reger seu próprio sindicato do crime como é o caso de Pussy Galore. Na maior parte das histórias de Fleming os interesses românticos de Bond fazem de algum modo parte essencial da trama, sendo peça-chave na missão do agente, mas em certos casos elas não passam de puros objetos sexuais, como uma espécie de berloque para entreter o espião em suas horas vagas.

INSPIRAÇÕES E CURIOSIDADES

Muitas histórias sobre a origem das Bond girls são contadas, mas nenhuma delas é dada como certa. A primeira delas é que as Bond girls em sua maior parte são inspiradas na pessoa de Christine Granville, espiã nascida em 1 de maio de 1908 na Polônia. Seu nome real era Krystyna Skarbek e ela era apenas alguns dias mais velha que Fleming, que nascera no dia 28 do mesmo mês e ano e de quem fora amante de acordo com a própria Christine. Muitos dizem que Christine foi a inspiração do escritor para as personagens de Vesper Lynd e Tatiana Romanova.

Christine foi encontrada morta no dia 15 de junho de 1952, assassinada a facadas em um quarto do Kensington Hotel em Londres. Seu carrasco foi Dennis Muldowney, um fuzileiro naval e ex-colega obcecado por ela de quem Christine rejeitara investidas. Meses depois, em setembro, Muldowney foi enforcado pelo crime.

Christine Granville

Christine Granville

Uma segunda hipótese que ronda as origens pouco conhecidas das Bond girls é a de que Muriel Wright, que fora amante devota de Fleming nas décadas de 30 e 40 tenha sido a inspiração para todas as Bond girls. Muriel era excepcionalmente bela além de ser uma talentosa piloto de automóveis, esquiadora, jogadora de polo, independente, rica e modelo. Apesar de tais características Muriel também era inocente e vulnerável e sofreu uma morte terrível em 1944, em um bombardeio pouco antes de seu casamento. Devastado, Fleming declarou na época que Muriel era boa demais para ser verdade.

Muriel Wright

Muriel Wright

Existem outras histórias que se referem a Bond girls específicas, como em Moscou contra 007, de 1957, em que Fleming após uma vasta e detalhada descrição de Tatiana Romanova enquanto a personagem espera pelo preparo de uma sopa para o jantar, o autor a compara com a atriz Greta Garbo. Também existem semelhanças entre a personagem Gatilho (Trigger) do conto de The Living Daylights, mais conhecido no Brasil como Encontro em Berlim e a própria irmã de Fleming. Gatilho é uma assassina russa que se disfarça de violoncelista para eliminar o seu alvo, que Bond tem a missão de proteger, e curiosamente a meia-irmã de Ian Fleming, Ammaryllis, era uma grande violoncelista.

Amaryllis Fleming

Amaryllis Fleming

Entre muitas curiosidades está a personagem vivida pela exuberante Eunice Gayson no primeiro filme da série, 007 contra o Satânico Dr. No (Dr.No) . A personagem Sylvia Trench surge na cena em que vemos James Bond pela primeira vez. Depois de uma partida de Bacará e regressar para casa após receber sua missão de M, o agente reencontra Sylvia em seu apartamento. No filme seguinte a personagem reaparece em cena romântica com o espião e faz uma referência ao tempo em que ele passou na Jamaica na missão contra o Dr. No. Posteriormente foi revelado que a personagem seria recorrente na série aparecendo em filmes futuros como amante permanente de Bond.

No filme 007 um Novo Dia para Morrer (Die Another Day) a cantora Madonna que canta a música-tema do filme foi a única de todos os que emprestaram suas vozes para uma canção de um filme de James Bond a aparecer de fato no filme. Madonna apareceu durante alguns poucos minutos como a professora de esgrima Verity. Fato semelhante havia acontecido em 007 Somente para seus Olhos (For Your Eyes Only) onde a cantora Sheena Easton aparece cantando durante a sequencia de créditos depois da abertura do filme.

Madonna em 007 Um Novo Dia Para Morrer!

Madonna em 007 Um Novo Dia Para Morrer!

Outro fato interessante a ser comentado é a conexão entre os filmes de James Bond e a famosa série sessentista The Avengers. As atrizes britânicas Honor Blackman e Diana Rigg que interpretaram papeis-chave na série de TV abandonaram o programa com o intuito de participarem de novos projetos e acabaram sendo escaladas respectivamente como as principais Bond girls nos anos de 1964 e 1969. O ator Patrick Macnee que atuava como o protagonista da série, John Steed, apareceu anos depois em 1985 como sir Godfrey Tibbett, perito em cavalos de corrida que ajudou James Bond a desmascarar os planos sinistros de Max Zorin em 007 na Mira dos Assassinos (A View To A Kill). Em 1998 um filme que buscava reviver The Avengers estrelando Ralph Fiennes, Uma Thurman e Sean Connery foi produzido e recebeu péssimas críticas. Atualmente Fiennes é o intérprete M, chefe do MI6 e patrão de James Bond.

Patrick Macnee e Diana Rigg em The Avengers!

Patrick Macnee e Diana Rigg em The Avengers!

 

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

PARTE 5 (FINAL)

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