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Star Trek no cinema antes de J. J. Abrams, do pior ao melhor!

Star Trek e os filmes da Série Clássica em ordem de qualidade

No meio do aniversário de 50 anos, com Sem Fronteiras – terceiro filme de Star Trek dentro da cinessérie inaugurada por J. J. Abrams, na realidade alternativa hoje denominada Kelvin Timeline – bombando nos cinemas, ninguém fala muito dos longas anteriores com esses mesmos personagens e o elenco original da Série Clássica. Entre esses filmes, variando na qualidade geral, muitos fãs de longa data consideram algo que ganhou o nome de “maldição dos filmes ímpares”, o que faz essa turma desprezar metade da trajetória cinematográfica da Enterprise com William Shatner na cadeira de capitão. Aqui, no Formiga Elétrica, não concordamos muito com isso, então tive a ideia de ordenar esses filmes com base em seus méritos e justificando essas escolhas, obviamente.

star trek filmes

O caminho da tripulação da Série Clássica nos cinemas!

Relativo, eu sei… Alguns não vão concordar, outros vão considerar heresia e até alguns colegas meus de redação vão querer mudar a ordem. Paciência. De qualquer forma, vale levantar a discussão sobre esses longas, assunto que até rendeu um episódio do nosso podcast há muito tempo, em uma galáx… ops, foi mal! Citação errada.

Conforme já ficou claro, os filmes com a tripulação de A Nova Geração não entram aqui, até porque, nenhum deles presta, ímpares ou pares. Mesmo o menos ruim entre eles, Primeiro Contato, não vale o esforço e nem de longe faz jus à brilhante série de TV sucessora da original. Vamos agora à nossa lista de Star Trek no cinema? Ou você prefere que chamemos de Jornada nas Estrelas? Bem, por causa da época dos filmes em questão, vamos agradar os nostálgicos.

Confira!

6- Jornada nas Estrelas V – A Última Fronteira (1989)

Na humilde opinião deste escriba, o único verdadeiramente RUIM entre os seis. É ímpar, ou seja, serve como argumento a quem defende a maldição que comentamos ali em cima. Sabe o pior? A premissa da Enterprise partindo em busca de uma criatura que poderia ser o Deus bíblico é fantástica, porém, inventar um meio-irmão do Spock – uma espécie de Antonio Conselheiro do espaço – como personagem-chave estragou tudo. William Shatner na direção atrapalhou mais e não tivemos apenas uma boa ideia desperdiçada, mas também o exemplar com a cena final com menos cara de Star Trek na franquia inteira. Prefiro Primeiro Contato

 

5-Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock (1984)

Difícil, mas se você não conhece nada do que foi falado até aqui, lá vai spoiler. Spock morreu no filme anterior! Com dor no coração por uma realização abaixo do que prometeu, digo que este filme tinha o potencial dramático para ser o melhor de todos. Conte comigo: Kirk e tripulação desobedecendo a Frota (tá, não era novidade, mas o que vale aqui é a causa) e roubando a Enterprise, a necessidade de recuperar o corpo de Spock no instável planeta Genesis, klingons matando o filho de Kirk, Enterprise explodindo e Spock de volta à vida. Muita coisa legal, mas o filme não dá conta de sua própria grandiosidade temática. Dirigido por Leonard Nimoy, com uma sensibilidade vulcana, a inexperiência dele naquele momento pesou e comprometeu o resultado. Não é desprezível e tem seus momentos, mas fica devendo (eu sei, mais um ímpar no fim da fila).

 

4 – Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa (1986)

Nosso vulcano favorito voltou à direção e mostrou uma evolução e tanto, com uma trama mais leve e com vários momentos de humor. Nimoy estava bastante à vontade no comando desta aventura, aproveitando uma preocupação da época em que foi produzida: a extinção das baleias. A tripulação da Enterprise – que explodiu no filme anterior – à bordo de uma Ave de Rapina Klingon, voltando à Terra para enfrentar a corte marcial, chega no momento em que uma sonda alienígena ameaça destruir o planeta. Percebendo que eles tentam se comunicar com uma espécie extinta há cerca de 200 anos, que você já sabe qual é, o grupo viaja no tempo até o século XX com a intenção de transportar um casal dos animais marinhos até o presente deles e evitar a destruição. Diversão garantida com o choque cultural entre a turma do futuro e o povo da década de 1980, com uma história simples, porém bem amarrada. Ah, o final é emocionante, afinal, a Enterprise é reconstruída!

 

3- Jornada nas Estrelas VI – A Terra Desconhecida (1991)

Chegando à metade da lista, o encerramento oficial da Série Clássica nos cinemas contou com Nicholas Meyer novamente, que já havia agradado no segundo filme da série. Novamente, um reflexo da vida real na época de lançamento do filme. O colapso do Império Klingon, com o início de suas negociações com a Federação, tem ecos da situação da então União Soviética e o fim da Cortina de Ferro. Ainda que já soubéssemos que os Klingons se tornariam aliados graças ao seriado A Nova Geração, ainda não sabíamos como isso havia começado. Falando no seriado, a premissa de representantes descontentes isolados de uma raça, rejeitando a paz com seus inimigos, já havia sido vista em alguns episódios de lá, uma ideia aproveitada no longa, criando uma trama política onde Kirk e McCoy acabam acusados de assassinato e presos. A resolução do conflito, com um belo arco dramático de Kirk e o último passeio da Enterprise, são alguns dos momentos mais legais de toda essa trajetória histórica.

 

2 – Jornada nas Estrelas: O Filme (1979)

Agora é a hora da polêmica! Este como o segundo melhor pode surpreender algumas pessoas, mas saiba, caro(a) leitor(a), que tem gente na redação do Formiga que gostaria de colocá-lo em primeiro. Enfim, independente da colocação, concordamos entre nós que este é um filme malhado injustamente, chamado de chato, etc. A verdade é que a estreia da franquia na telona, que abandonou a ideia de um novo seriado naquele momento por causa do sucesso de Star Wars, é o filme que tem a maior pegada de ficção científica, desprezando qualquer imposição comercial para dar um ar de aventura. Podem reclamar dos uniformes, da estética geral, da direção devagar (mas reverente ao conceito da série) do veterano Robert Wise, mas a trama, envolvendo descobrir o que há por trás de uma nave com grande poder de destruição se dirigindo à Terra, honra o sci-fi como um todo e se parece muito com um episódio da Série Clássica. É um filme meio frio, não negamos, mas foi feito para quem curte o lance mais cerebral de Star Trek.

 

1 – Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan (1982)

Aqui eu me rendo ao clichê e aponto o favorito de quase todo mundo como número 1. Depois da estreia criticada três anos antes, sai Robert Wise, entra Nicholas Meyer com a tarefa de remodelar a cara da franquia. Enfrentou até o próprio Gene Roddenberry, que via as mudanças como “militarização” de sua ideia, lidando até com a imposição da morte de Spock para que Leonard Nimoy se afastasse da série para sempre, uma surpresa “vazada” antes da estreia. Trabalhando junto com os roteiristas, Meyer driblou o spoiler e fez um filme mais dinâmico e com visual bem diferente, é verdade, porém sem ofuscar ou esquecer do lado humano dos personagens principais, deixando ao final um paradoxo filosófico sobre sacrifício, lógica e altruísmo que faz parte da alma da franquia. Entre outras subtramas, todas interessantes, o Khan de Ricardo Montalban é um vilão de respeito. O conjunto funcionou tão bem que até Nimoy desistiu de manter Spock morto e voltou atrás antes do fim das filmagens, deixando a porta aberta para sua volta no filme seguinte.

 

Assim termina esta humilde lista. Curtiu? Concorda? Discorda? Odiou? Sou louco? Comenta aí…

(Confira também nossos Top 10 dos episódios da Série Clássica e de A Nova Geração)

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