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O que a Sony pode aprender com a Netflix?

Uma pequena reflexão sobre Netflix, Sony, e o que serviços de streaming e empresas de videogame podem fazer uma pela outra

Sony prometeu que o serviço da PSN Plus passaria por mudanças. E o mais inacreditável de tudo? Ela cumpriu. Mas o que isso significa? Que os serviços de streaming, sobretudo a Netflix, tem ensinamentos valiosos para as gigantes dos jogos eletrônicos

netflix

Desde que os videogames surgiram, ainda na década de 50, em uma recôndita sala de sistemas do MIT, eles representam a vanguarda no que se refere à tecnologia, linguagem audiovisual, interação homem/máquina, e uma série de outros aspectos que influenciaram a criação dos computadores pessoais, o cinema e até a música. Mas em 2017, a indústria dos jogos eletrônicos, através da Sony, demonstrou ter aprendido uma lição com a Netflix: conteúdo de qualidade garante engajamento de qualidade.

Explico: no final de maio, a Sony veio a público anunciar que a PSN Plus passaria por transformações positivas. Uma resposta tardia a anos de reclamações e até xingamentos pela má qualidade dos jogos “grátis” disponibilizados a assinantes do serviço. Se a área de comentários dos blogs oficiais do PS4 fossem físicos, seus muros seriam pichados todo mês.

E desde o anúncio, a promessa passou a ser cumprida com a disponibilização de títulos como Until Dawn, Game Of Thrones, e Assassin’s Creed: Freedom Cry, que apesar de não serem sonho de consumo de ninguém, representam melhora significativa ao que vinha sendo oferecido em bandeja de prata aos assinantes. Depois, a coisa melhorou com alguns AAA, como Just Cause 3, Infamous: Second Son e, pasmem, Metal Gear Solid V: The Phanton Pain.

Lições aprendidas?

O que esse upgrade significa? Que a Sony acordou, e talvez, só talvez, caso eu não esteja delirando, a lição tenha vindo da Netflix. Hoje são 70 milhões de usuários ativos, que jogam PS4 e o conectam à internet, mesmo que não para jogar online. Desses, apenas 26 milhões são assinantes plus. Isso significa apenas 37% de quem possui seu último console. A Sony então descobriu que não basta obrigar seus usuários a assinar o serviço plus para que possam jogar online. É preciso de conteúdo de qualidade para garantir um engajamento de qualidade.

Voltemos alguns anos no tempo: 2012. Primeiro ano da Netflix no Brasil. Poucas pessoas tinham ou sabiam o que era o serviço, e a maioria não concretizava a assinatura após o primeiro mês grátis. Veio então um contrato com a Fox. Séries como 24 Horas e How I Met Your Mother, além de uma boa quantidade de filmes clássicos aportaram.

Meses depois, filmes que haviam conquistado o Oscar desembarcaram ali antes das videolocadoras. Ainda não satisfeitos, Jogos Vorazes surgiu grátis na Netflix no mesmo dia em que foi destaque na iTunes Store Americana por “míseras” cinco doletas, e antes de ser lançado em DVD ou Blu-ray, tornando-se o filme com mais horas assistidas na América Latina.

Dos pouco mais de 1 milhão de assinantes em seu primeiro ano, no Brasil, a Netflix hoje tem 100 milhões de assinantes em todo o mundo. E graças a quê? Ao conteúdo. Me conta: você se imagina sem Netflix? Pois é. Pode ser que a Sony esteja criando um mundo onde donos de PS4 não se imaginem sem PSN Plus. Vamos esperar.  E torcer… só quem ganha somos nós.

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