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José Luiz García-López – Falando de influências, carreira e mercado (PARTE 1)

Mestre do traço!

José Luiz García-López, o Mestre do traço!

Quem acompanha a DC há bastante tempo sabe da importância do artista espanhol José Luiz García-López. Ainda mais quem já tinha idade suficiente para perceber essas coisas no início e ao longo da década de 1980 aqui no Brasil, pois nesse período, tivemos seus desenhos estampando vários tipos de produtos licenciados dos personagens da casa, como tampas de margarina e álbum de figurinhas. Mas por que o trabalho dele, entre tantos, acabou ganhando esse destaque?

José Luiz García-López

Promoção da DC nas tampas de margarina. De quem era o desenho?

O traço de José Luiz García-López é clássico, anatomicamente perfeito, limpo e muito detalhado. Todas essas qualidades fizeram de sua arte uma espécie de bíblia para o licenciamento dos personagens da DC. Foi criado literalmente um guia de estilo para outros departamentos, e quando não era possível usar a mesma imagem do guia, o artista que assumisse a tarefa tinha ali uma referência a ser seguida à risca.

José Luiz García-López

Álbum de figurinhas lançado pouco depois da editora Abril começar a publicar os personagens.

Em mais de 40 anos de carreira, o desenhista não dá mostras de cansaço ou insinua uma aposentadoria. Melhor para nós! Segue a entrevista de uma das maiores figuras dos comics de todos os tempos. Foi realizada por Peter Howard, originalmente publicada em setembro passado, no blog Sequential Highway e orgulhosamente traduzida pela equipe do FORMIGA ELÉTRICA!

Quando fui para os EUA, os super-heróis esperavam por mim.

 

Qual é a sua memória mais antiga de leitura de tiras ou revistas em quadrinhos? Você se lembra do título? Foi amor à primeira vista?

José Luiz García-López: Acho que eu tinha cinco ou seis anos quando descobri Pato Donald, Mickey e tudo da Disney. E, sim, foi amor à primeira vista. Nunca parei de ler desde então.

Em qual ponto de sua vida você descobriu sua habilidade artística?

JLG-L: Novamente, muito jovem, no primário… Professores e alguns colegas me convenceram que eu era bom em algo… Em todo o resto, com exceção de história e um pouco de geografia, eu acredito que era absolutamente medíocre.

José Luiz García-López

Guia de estilo

Você sempre quis desenhar quadrinhos ou desejou trabalhar em outra área?

JLG-L: Sempre foram os quadrinhos. Eu comia e dormia com eles desde que era um garoto, então obviamente eu percebi que era aquilo o que gostaria de fazer.

Como foi a decisão de produzir quadrinhos de super-heróis ao invés de, por exemplo, quadrinhos assumidamente autobiográficos?

JLG-L: Não foi minha decisão; aconteceu… Quando fui para os EUA, os super-heróis esperavam por mim. Não me lembro de ter feito esse gênero na Argentina, eu tive que aprender aqui como fazê-los.

José Luiz García-López

Páginas dinâmicas!

Quais artistas tiveram maior impacto em você e seu trabalho? Sobre eles, o que é particularmente estimulante para você?

JLG-L: São muitos, de verdade, e a lista cresce a cada minuto, porque hoje em dia temos artistas maravilhosos ao redor do mundo. De qualquer forma, acho que terei que fazer uma lista com alguns poucos nomes: Alberto Breccia, Carlos Roume, Foster, Salinas, Raymond, Eisner, Caniff, Toth, Frazetta, Robins, Stan, Drake, Victor de la Fuente, Moebius, Adams, etc, etc…

Gosto de cada um deles por diferentes razões: A elegância em Raymond, a grande documentação em Foster (antes do Google), a habilidade de Moebius em mudar e recriar a si mesmo, a simplicidade eficiente em Toth e assim por diante… Mas mais importante, todos eles sabiam –ou sabem-  como contar uma história, às vezes com apenas um quadro.

Mas deixe-me dizer que você não é apenas influenciado por artistas de quadrinhos, mas também por filmes, literatura, pintura, ilustração e tudo ao seu redor. Você precisa manter seus olhos e ouvidos abertos, isso é tudo.

Existem aspectos de desenhar quadrinhos que são particularmente excitantes para você? Existem aspectos do seu ofício que você acha particularmente desafiadores ou que você esteja sempre tentando aprimorar?

JLG-L: Eu ainda estou lutando com minha anatomia e minha falta de confiança em simplificar meu trabalho.

Você precisa manter seus olhos e ouvidos abertos, isso é tudo.

 

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