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Valerian, a HQ franco-belga, é o tema do Formiga na Tela!

Clássico dos quadrinhos, Valerian foi a pauta deste episódio

Valerian surgiu em 1967, criado pela dupla Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, dentro da fortíssima tradição de quadrinhos franco-belgas, da qual O Perfuraneve, também faz parte, assim como Tintin, Asterix e uma vasta galeria. Ironicamente, foi um esforço que surgiu de forma indireta, já que a vontade de Pierre Christin era escrever um trabalho de western, gênero que já estava bastante explorado naquele momento. Aconselhado a escolher outro caminho, a ficção científica foi o caminho encontrado.

Felizmente, os autores já traziam um ótimo repertório da literatura sci fi, o que se mostrou muito útil, inclusive, dentro daquilo para o qual a série se propunha, além do mero entretenimento. O final da década de 1960, marcado por tantas transformações e agitações ao redor do mundo, tendo a França como palco de um desses momentos, era o momento perfeito para discutir os tópicos da realidade nas artes. Valerian não foi uma exceção e estava na vanguarda com seus temas relacionados ao meio ambiente, religião e emancipação feminina, entre outros.

A HQ Valerian no Formiga na Tela

Com um traço mais cartunesco para os personagens, contrastando com cenários super detalhados, Valerian foi um sucesso e inspirou gerações seguintes de criadores da ficção científica e fantasia. Star Wars é um caso notório e assumido. Chegando ao Brasil pela editora Sesi-SP aproveitando o lançamento da adaptação cinematográfica de Luc Besson, a HQ merece um programa dedicado a ela.

Confira mais um bate-papo do Formiga na Tela, com comentários sobre todas essa parte histórica, conceitual e artística do trabalho de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières. Se ainda não acompanha nosso trabalho, inscreva-se no canal. Dê um like no vídeo, comente e compartilhe também. Caso queira nos mandar sugestões, críticas ou qualquer outra mensagem, escreva para natela@formigaeletrica.com.br. Aguarde por mais pautas legais e até a próxima semana!

Assista!

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  • De fato, Jack Davis foi uma das influências, ao lado de Morris e Franquim, devemos lembrar que nos Estados Unidos, haviam Hqs de aventura cartunescas como Dick Tracy e o começo de Buck Rogers, essa ideia de explorar espaço-tempo, veio da série Time Patrol do Poul Anderson, de fato, a ideia de uma federação dos planetas estava no ar, não só em Star Trek, mas também na space opera alemã Perry Rhodan, publicada de 1961 até os dias de hoje, não sabia que o nome Valéria tinha um significado, sei que veio de Valéran, prince des ténèbres do livro de Nathalie Henneberg. Sobre Star Wars, existem outras fontes citadas, pode até ser que o Lucas tenha lido, o mais intrigante, é o personagem que parece com o Moff Tarkin interpretado pelo Peter Cushing.

    • Valeu pelo comentário, amigo. Sempre trazendo mais informações!

  • Pedro Bouça

    Reparem que o resto da série parece-se muito mais com O Império dos Mil Planetas do que com as histórias anteriores. Vocês vêem isso bem a partir do segundo volume. Eu diria que a série realmente começa com essa história.

    Aliás, A Cidade das Águas Movediças criou um grande problema para a série com esse negócio de apocalipse nos anos 80. O quarto volume vai mostrar a solução que os autores arrumaram para o problema.

    O editor do Christin na Pilote era… René Goscinny, (co-)criador do Asterix!

    Vale dizer que o Mézières morou nos EUA durante vários anos – e FOI cowboy por algum tempo. Só que o seu antigo amigo de escola Jean “Moebius” Giraud já desenhava um western na Pilote, Blueberry…

    • Muito obrigado pelo comentário, Pedro. Bom saber disso!

      • Pedro Bouça

        Ah, vocês devem ver tudo isso nos próximos volumes do Valérian, se a edição brasileira continuar igual à francesa.

        Só é pena que as integrais do Valérian sejam meio “pobres” se comparadas com a de outras séries franco-belgas. Tem séries que botam 50+ páginas de texto em cada volume, explorando tudo que vocês podem imaginar sobre a HQ em questão!