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Graceful Machine Explosion – A diversão casual do Nintendo Switch!

Jogo do Switch peca pela simplicidade, mas diverte mesmo assim

Não é segredo que a Nintendo está investindo pesado na parceria com os desenvolvedores independentes, para fazer do Switch um console onde esses jogos tenham posição de destaque. E um dos lançamentos a marcar os primeiros passos da nova plataforma foi Graceful Explosion Machine, da Vertex Pop.

Com um plot muito simples, que basicamente serve como desculpa para a ação frenética que vem em seguida, começamos o jogo sendo informados da tarefa de salvar o universo de um processo de destruição iniciado por aliens de espécies diversas.
Ambientada num sistema formado por quatro planetas e trinta e seis mundos, a aventura se inicia com um tutorial onde primeiro somos apresentados ao tiro básico – um ataque linear e de pouca força, porém bastante preciso e simples de ser executado, contra hordas de inimigos sem nenhuma defesa especial. Em seguida, numa progressão bem planejada, são introduzidos os adversários com características únicas, como escudos, ataques com projéteis teleguiados e movimentos rápidos e bruscos, que demandam diferentes estratégias de aniquilação.
Para lidar com eles, o jogo oferece uma gama de armas igualmente diferenciadas, como uma poderosa espada capaz de abrir caminho destruindo tudo que estiver ao redor da nave; um laser especialmente forte para destruir inimigos que não se movem, mas precisam ser rapidamente subjugados, evitando que seus ataques inundem a tela e comprometam nossa movimentação; e mísseis que, uma vez disparados, se direcionam automaticamente para os inimigos que oferecem risco mais imediato.
Embora o jogo contextualize cada uma dessas armas de forma a mostrar ao jogador em quais inimigos e estágios elas são mais eficientes, são poucos os momentos onde o uso de apenas uma delas se faz imperativo, permitindo que cada pessoa tenha sua preferencia e invista mais na sua arma favorita. Investir nesse caso significa apenas aprimorar suas habilidades pessoais, pois apesar do grande numero de fases, o game prima por uma simplicidade quase extrema de gameplay, onde não há chance de dar upgrades, seja na nave ou nos equipamentos, nem balancear o jogo de nenhuma forma conforme nossos gostos ou estilo de jogo.
No que diz respeito a ação, a diversidade fica por conta da barra de energia que decresce com o uso de cada ataque especial. Para preenche-la novamente e garantir poder, é preciso arriscar um retorno ao local do conflito, onde sempre há mais inimigos, e coletar pequenas partículas amarelas que irão reabastece-la. Como o gasto de cada arma é diferenciado e nem sempre estamos com a barra cheia, é preciso se adaptar, nem que seja minimamente, a todas as formas de ataque.
E para evitar a acomodação no tiro simples, que embora lento também é eficiente contra quase todos os aliens, ele irá super aquecer se for muito usado. Dessa forma fica claro que o jogo foi pensado para nos forçar a explorar todas as suas opções ou então adotar um estilo de combate mais estratégico, que permita manter o nível de recarga sempre suficiente para o uso da arma de escolha do jogador.
Minha preferência pela espada fez com que eu procurasse rotas onde sempre tivesse recursos para usa-la, e comprovar que se trata se uma alternativa perfeitamente viável para zerar o jogo sem problemas – embora essa forma de jogar mais tática tenha como preço constantes quedas no multiplicador de pontos. E, como ao final de cada fase recebemos uma avaliação em forma de nota que pode ser publicada on line, jogadores mais competitivos vão optar pela intuitividade do combate imediato, ao invés de se prender as suas escolhas.

Com mais cuidado, poderia engajar mais

Algo que precisa ser mencionado a respeito de Graceful Explosion é a sua grande semelhança com o clássico do Master System Fantasy Zone, tanto nas escolhas estéticas de fases e cores, quanto na intensidade do combate e falta de linearidade das fases.
jogo switch
Aqui não se segue sempre em frente como na maioria dos jogos. Ao contrario, como o objetivo é limpar o cenário, tomamos a direção dos adversários e com o uso do botão ZL a nave dá um giro que tanto serve para alterar nossa rota quanto como dogde para se salvar de um possivel flood de inimigos. Mas apesar de não disfarçar a inspiração e imediatamente reviver as lembranças de quem jogou a serie na época, aqui nos vemos um tanto órfãos de carisma, opções e principalmente surpresas.
Após vencer os três primeiros mundos começamos a nos acostumar com o padrão de ataque de cada inimigo e a conseguir “respirar” mais entre as hordas. Nesse momento o jogo perder um pouco da sua força e se torna morno por um tempo.

Infelizmente, a alternativa escolhida pela Vertex para contornar isso não foi a introdução de chefes que pudessem causar algum impacto, nem a adição de fases com novos padrões, mas um aumento de dificuldade repentina, que em algumas fases dos últimos mundos se torna apelativa e dá a impressão de algo forçado, introduzido ali não para por a prova a destreza que adquirimos ao avançar no game, mas sim para disfarçar a ausência de elementos como variedade e senso de progressão – que teriam um poder muito maior de engajar o jogador e acabaram deixados de lado pela produtora

Apesar de empolgantes e com uma trilha sonora de qualidade, as fases parecem sempre as mesmas, com sutis diferenças no padrão de cores e movimentação dos aliens, que não chegam a exigir que o jogador repense as soluções escolhidas desde o inicio e muito menos nos fazem sentir recompensados pelo avanço.
Quanto ao HD Rumble, que tem sido amplamente divulgado como um diferencial presente no título, vale alertar sobre uma possivel decepção para quem for adquiri-lo, contando em aproveitar plenamente essa sensação. A vibração existe sim, porém não de forma alinhada com a jogabilidade como se podia esperar. As reações do controle são randômicas, não acompanham os acontecimentos da tela e por fim acabam esquecidas, perdendo a razão de ser.
Apesar de poder ser finalizado em apenas 3 ou 4 horas, Graceful Explosion Machine é ótimo para se ter permanentemente num console, ainda mais com característica portátil como o Switch, e ocasionalmente revisitar e desafiar seu score. Apesar de alguns desapontamentos visíveis, os amantes do estilo irão encontrar nele um conteúdo de ritmo até mesmo viciante e seus níveis sabiamente curtos sempre nos convidam a mais uma tentativa de superação
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