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As 5 melhores incursões do Rock Progressivo no cinema!

 O melhor de dois mundos

Com a estreia de Blade Runner 2049a emblemática trilha sonora composta por Vangelis para Blade Runner – O Caçador de Androides retornou com toda a força, trazendo nostalgia e fortes lembranças àqueles que cresceram ou se sentiram comovidos ao melancólico som dos sintetizadores. Como o músico grego é um dos maiores expoentes do Rock Progressivo, não queríamos deixar passar essa oportunidade.

Por isso, resolvemos listar as cinco melhores parcerias entre cineastas e compositores pertencentes a esse subgênero caracterizado, principalmente, pela atmosfera imersiva e experimentação formal.

Obs: por serem escolhas óbvias, deixaremos as outras composições de Vangelis e The Walldo Alan Parker, de fora. Além disso, as definições de Rock Progressivo são muito amplas e costumam englobar outros estilos como música ambiente, World Music etc. Para facilitar a catalogação, consideramos todas as possíveis ramificações como integrantes de uma única vertente musical.

Confiram!

  • 5 – Michelangelo Antonioni e Pink Floyd

Pink Floyd não é a única banda presente na trilha sonora de Zabriskie Point, de Michelangelo Antonioni, mas a canção “Come In # 51, Your Time Is Up”, composta por todos os membros do grupo especialmente para o filme, é a que mais se destaca, não só em relação às de mais da trilha como também se adotarmos um ponto de vista mais geral. Inegavelmente, a junção dos diagnósticos apocalípticos do diretor com a atmosfera hipnótica e apoteótica de David Gilmour, Roger Waters, Richard Wright e Nick Mason gerou uma das cenas pivotais da filmografia internacional.

  • 4 – Dario Argento e Goblin

Quem é fã de Rock Progressivo sabe que foi do cenário italiano que algumas das bandas mais importantes do subgênero surgiram. Portanto, não é de causar estranheza que o conterrâneo Dario Argento, um dos mestres da arte cinematográfica, tenha recorrido ao grupo Goblin para que os seus filmes tivessem a ambientação sonora correta. Prolífica, a parceria do diretor com a banda se estendeu por muitos anos, mas o ápice criativo e colaborativo foi atingindo somente nos longas Suspiria Prelúdio Para Matar. Nesses dois casos, a simbiose entre filme e música foi tão grande que, hoje em dia, é impossível imaginá-los ao som de outras músicas..

  • 3 – Martin Scorsese e Peter Gabriel

Depois de ter sido o vocalista da banda Genesis por alguns anos, Peter Gabriel abandonou o grupo e investiu em uma carreira solo marcada por percussões complexas e experimentalismos com ritmos característicos da África e do Oriente Médio. Muito provavelmente, foi esse o motivo que levou Martin Scorsese a escolhê-lo para ser o responsável pela trilha sonora de A Última Tentação de Cristo, um filme visceral e quase tribal no seu retrato da natureza humana do Nazareno. O trabalho foi tão caro ao compositor que, mesmo após entregá-lo ao cineasta, continuou retocando as músicas, a ponto de relançá-las posteriormente na forma de um disco solo.

(Curiosidade: na década de 1970, Gabriel foi abordado por William Friedkin. A intenção deste era transformar “The Lamb Lies Down On Broadway”, álbum duplo do Genesis, em um longa-metragem.)

  • 2 – Werner Herzog e Popol Vuh

Aguirre – A Cólera dos Deuses, um filme sobre conquistadores perdidos no Peru em busca de El Dorado, teve a sua trilha sonora feita por Popol Vuh, um grupo nomeado de acordo com um manuscrito Maia, uma das civilizações pré-colombianas. Coincidência ou não, a verdade é que poucas vezes no cinema foi criada uma atmosfera tão imersiva quanto nesta primeira obra do diretor. Diante desse resultado, Werner Herzog continuou trabalhando com a banda pelos anos seguintes, sempre obtendo resultados memoráveis.

  • 1 – William Friedkin e Mike Oldfield

A introdução da primeira parte do clássico “Tubular Bells” não foi composta especificamente para O Exorcista, mas é como se tivesse sido. William Friedkin – que, se lembrarmos da anedota envolvendo o Peter Gabriel, parece ser um fã de Prog – encontrou nos acordes frenéticos da canção o som perfeito para acompanhar os momentos de apreensão que antecedem as grandes explosões de terror. Oldfield não deve ter ficado muito feliz – uma vez que um músico deseja que a sua música suscite todo tipo de imagens e sensações -, mas não tem jeito: essa canção sempre será associada ao filme do diretor.

É claro que há outras ótimas colaborações, mas achamos que essas cinco são as mais impactantes. E aí, concordam com a nossa lista? Se gostaram, compartilhem. Caso contrário, deixem as suas sugestões na seção de comentários.

Até a próxima!

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