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Caixa Cultural do Rio exibe a mostra Brasil Distópico!

Brasil Distópico na Caixa Cultural RJ

Em um momento mais do que propício para se falar de distopia em nosso país, a Caixa Cultural Rio de Janeiro apresenta exemplares da ficção científica brasileira e novas produções nacionais que abordam o tema. São 37 filmes, entre curtas e longas-metragens, trazendo visões variadas de um futuro nada glorioso e distópico para esse gigante pela própria natureza. Maiores informações abaixo:

 

MOSTRA NA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO EXIBE DISTOPIAS DO CINEMA NACIONAL

Mostra “Brasil Distópico” apresenta 37 filmes que imaginam diferentes futuros sombrios para o país

 

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 15 a 27 de agosto de 2017, a mostra cinematográfica Brasil Distópico, que traça um panorama da produção nacional sobre as distopias. Para a programação, os curadores Luís Fernando Moura e Rodrigo Almeida selecionaram 37 curtas e longas-metragens que imaginam diferentes futuros sombrios para o país, entre clássicos da ficção-científica brasileira e obras menos conhecidas. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

 

“Se chamamos de utopia uma espécie de futuro ideal, sonhado ou feliz, podemos dizer que a distopia é o seu exato contrário, isto é, um futuro sombrio, que teria dado errado, geralmente marcado pelo medo, pelo desencanto e constrangido por meios sofisticados de opressão, vigilância e controle”, definem os curadores em relação ao tema.

Mostra Brasil Distópico - Caixa Cultural RJ

A Noute do Espantalho (1974)

A mostra contribui com a descoberta ou a redescoberta de obras ricas e singulares no cinema nacional, parte delas pouco revisitada pelas últimas gerações ou restrita a um circuito limitado de distribuição. Ao mesmo tempo, propõe uma genealogia da distopia no cinema brasileiro que, ainda que livre e parcial, colabora com a construção de um imaginário ainda tímido sobre a ficção científica na produção cinematográfica nacional.

 

Na programação, filmes como A noite do espantalho, de Sergio RicardoHitler, Terceiro Mundo, de José Agrippino de Paula, poderão ser vistos ao lado de longas mais recentes como Serras da Desordem, de Andrea Tonacci; e Branco sai, preto fica, de Adirley Queirós. Tal aproximação provocará reflexões acerca dos encantos e desencantos estéticos e políticos da época de cada obra e sobre nosso próprio tempo.

 

Para aprofundar o tema com o público, a mostra oferece um minicurso gratuito sobre a ficção científica no cinema brasileiro nos dias 17, 18 e 19 de agosto (quinta a sábado), sempre às 14h30. Durante os três dias, o professor e pesquisador Alfredo Suppia resgatará a trajetória da ficção científica no cinema nacional, dialogando com outras linguagens no intuito de estabelecer um panorama de diferentes abordagens estéticas, políticas e históricas. Serão disponibilizadas 50 vagas e as inscrições devem ser feitas através do e-mail brasildistopico@gmail.com .

 

A programação inclui, ainda, dois debates. No dia 20 de agosto (domingo), às 17h30, o debate tem o temaSensibilidades distópicas no presente. Os convidados discutirão o caráter distópico das políticas atuais em diálogo com recente fortalecimento do futurismo e da ficção científica em nosso imaginário. E no dia 24 (quinta-feira), às 19h, na mesa Paisagens distópicas no cinema brasileiro, a conversa trata das características estilísticas e os modos de produção das distopias nacionais. Ambos os debates têm participação gratuita, com ingressos distribuídos 1h antes do início.

 

As distopias no cinema brasileiro:

A curadoria optou por diferentes abordagens na seleção de filmes, convidando o público a descobrir relações, passagens e contrastes entre as diversas obras. Algumas produções revisitam formas de o Brasil catalisar sintomas das grandes crises ocidentais do século XX, como a Guerra Fria e a ditadura militar brasileira, a exemplo de O quinto poder (1962), de Alberto Pieralisi, e Brasil ano 2000 (1969), de Walter Lima Júnior. Outras incorporam de forma mais bruta e cristalina as convenções da ficção científica, encenando a ameaça nuclear e o colapso do planeta, comoParada 88: o limite de alerta (1978), de José de Anchieta; e Oceano Atlantis (1993), de Francisco de Paula.

 

Há, ainda, aqueles que instalam o cinema de gênero em imaginários locais do Brasil, sequestrando seus modelos para reprocessá-los culturalmente, como é o caso de Abrigo nuclear (1981), de Roberto Pires; e Areias Escaldantes(1985), também de Francisco de Paula. Por fim, há a produção dos últimos dez anos com Brasil S/A (2014), de Marcelo Pedroso; A Seita (2015), de André Antônio; X-manas (2017), de Clarissa Ribeiro; e Hiperselva (2014), de Helena Lessa.

 

Programação:

15 de agosto (terça-feira)

15h40 – Oceano Atlantis (1993), de Francisco de Paula, BRA, 80 min, 35mm, 16 anos

17h15 – Sessão Curtas 1 DISTRUKTUR

Éternau (2006), de Gustavo Jahn, BRA, 21 min, digital, 16 anos

Triangulum (2008), de Melissa Dullius e Gustavo Jahn, EGY/DEU/BRA, 22 min, digital, 16 anos

Cat Effekt (2013), de Melissa Dullius e Gustavo Jahn, RUS/DEU/BRA, 40 min, digital, 16 anos

19h – Vacancy (1998), de Matthias Müller, DEU, 15 min, 16mm, Livre

Amor e Desamor (1966), de Gerson Tavares, BRA, 77 min, digital, 14 anos

 

16 de agosto (quarta-feira)

14h45 – Abrigo Nuclear (1981), de Roberto Pires, BRA, 84 min, digital, 16 anos

16h30 – Kbela (2015), de Yasmin Thayná, BRA, 22 min, digital, Livre

Branco Sai, Preto Fica (2015), de Adirley Queirós, BRA, 95 min, digital, 12 anos

18h50 – O Jardim das Espumas (1970), de Luiz Rosemberg Filho, BRA, 108 min, digital, 18 anos

 

17 de agosto (quinta-feira)

14h30 – Curso A Ficção Científica no Cinema Brasileiro, com a presença do professor e pesquisador Alfredo Suppia

16h50 – Brasil Ano 2000 (1969), de Walter Lima Jr., BRA, 95 min, 35mm, 14 anos

18h45 – Areias Escaldantes (1985), de Francisco de Paula, BRA, 100 min, 35mm, 16 anos. Sessão apresentada pelo realizador

 

18 de agosto (sexta-feira)

14h30 – Curso A Ficção Científica no Cinema Brasileiro, com a presença do professor e pesquisador Alfredo Suppia

17h – O Quinto Poder (1962), de Alberto Pieralisi, BRA, 99 min, 35mm, 16 anos

19h – X-Manas (2017), de Clarissa Ribeiro, BRA, 18 min, digital, 16 anos

Batguano (2014), de Tavinho Teixeira, BRA, 74 min, digital, 18 anos

 

19 de agosto (sábado)

14h30 – Curso A Ficção Científica no Cinema Brasileiro, com a presença do professor e pesquisador Alfredo Suppia

16h50 – Quem é Beta? (1972), de Nelson Pereira dos Santos, BRA, 92 min, 35mm, 12 anos

18h45 – Parada 88, O Limite de Alerta (1977), de José de Anchieta, BRA, 115 min, 16mm, Livre

 

20 de agosto (domingo)

14h – A Noite do Espantalho (1974), de Sérgio Ricardo, BRA, 91 min, 16mm, 14 anos

15h50 – Sessão Curtas Especial

Kbela (2015), de Yasmin Thayná, BRA, 22 min, digital, Livre

Os Anos 3000 Eram Feitos de Lixo (2016), de Cleyton Xavier, Clara Chroma, Ana All, Luana Rosa, Eduardo Sa Cin e Ana Elisa Alves, BRA, 14 min, digital, 14 anos

Antes da Encanteria (2016), de Gabriela Pessoa, Lívia de Paiva, Elena Meirelles, Jorge Polo e Paulo Victor Soares, BRA, 21 min, digital, 16 anos

Hiperselva (2014), de Helena Lessa, Jorge Polo, Lucas Andrade e Pedro Lessa, BRA, 09 min, digital, 10 anos

X-Manas (2017), de Clarissa Ribeiro, BRA, 18 min, digital, 16 anos

17h30 – Debate 1: Sensibilidades distópicas no presente, com as realizadoras Clara Chroma, Clarissa Ribeiro, Gabriela Pessoa, Helena Lessa e Yasmin Thayná

19h15 – Hitler Terceiro Mundo (1968), de José Agrippino de Paula, BRA, 71 min, 16mm, 14 anos

 

22 de agosto (terça-feira)

15h30 – Parada 88, O Limite de Alerta (1977), de José de Anchieta, BRA, 115 min, 16mm, Livre

17h45 – Sessão Curtas 2

Quarto de Espera (2009), de Bruno Carboni e Davi Pretto, BRA, 12 min, digital, 14 anos

As Aventuras de Paulo Bruscky (2010), de Gabriel Mascaro, BRA, 20 min, digital, 10 anos

Hiperselva (2014), de Helena Lessa, Jorge Polo, Lucas Andrade e Pedro Lessa, BRA, 09 min, digital, 10 anos

Janaína Overdrive (2016), de Mozart Freire, BRA, 19 min, digital, 16 anos

19h – A Noite do Espantalho (1974), de Sérgio Ricardo, BRA, 91 min, 16mm, 14 anos

 

23 de agosto (quarta-feira)

15h45 – Areias Escaldantes (1985), de Francisco de Paula, BRA, 100 min, 35mm, 16 anos

17h45 – Sessão Curtas 3

Antes da Encanteria (2016), de Gabriela Pessoa, Lívia de Paiva, Elena Meirelles, Jorge Polo e Paulo Victor Soares, BRA, 21 min, digital, 16 anos

Solon (2016), de Clarissa Campolina, BRA, 16 min, digital, Livre

Zigurate (2009), de Carlos Eduardo Nogueira, BRA, 19 min, digital, 18 anos

19h – Quem é Beta? (1972), de Nelson Pereira dos Santos, BRA, 92 min, 35mm, 12 anos

 

24 de agosto (quinta-feira)

15h35 – Sessão Curtas 4

Os Anos 3000 Eram Feitos de Lixo (2016), de Cleyton Xavier, Clara Chroma, Ana All, Luana Rosa, Eduardo Sa Cin e Ana Elisa Alves, BRA, 14 min, digital, 14 anos

Flash Happy Society (2009), de Guto Parente, BRA, 8 min, digital, Livre

Eyes Without a Face no Recife (2012), de Sosha, BRA, 5 min, digital, 16 anos

Pacífico (2010), de Jonathas de Andrade, BRA, 12 min, digital, Livre

Recife Frio (2009), de Kleber Mendonça Filho, BRA, 25 min, digital, Livre

17h – Oceano Atlantis (1993), de Francisco de Paula, BRA, 80 min, 35mm, 16 anos. Sessão apresentada pelo realizador

19h – Debate 2: Paisagens distópicas no cinema brasileiro, com Ewerton Belico, crítico, professor e curador, André Antônio, realizador e pesquisador e Francisco de Paula, realizador e artista plástico

 

25 de agosto (sexta-feira)

15h50 – Hitler Terceiro Mundo (1968), de José Agrippino de Paula, BRA, 71 min, 16mm, 14 anos

17h20 – Aiyè 3016 (2016), de Cine Translesbixa, BRA, 4 min, digital, 16 anos

A Seita (2015), de André Antônio, BRA, 70 min, digital, 16 anos. Sessão apresentada pelo realizador

19h15 – Abrigo Nuclear (1981), de Roberto Pires, BRA, 84 min, digital, 16 anos

 

26 de agosto (sábado)

15h20 – O Jardim das Espumas (1970), de Luiz Rosemberg Filho, BRA, 108 min, digital, 18 anos

17h30 – Brasília, Capital do Século (1959), de Gerson Tavares, BRA, 11 min, digital, Livre

Brasil S/A (2014), de Marcelo Pedroso, BRA, 62 min, digital, 10 anos

19h – Brasil Ano 2000 (1969), de Walter Lima Jr., BRA, 95 min, 35mm, 14 anos

 

27 de agosto (domingo)

14h20 – Vacancy (1998), de Matthias Müller, DEU, 15 min, 16mm, Livre

Amor e Desamor (1966), de Gerson Tavares, BRA, 77 min, digital, 14 anos

16h10 – Karioka (2014), de Takumã Kuikuro, BRA, 19 min, digital, Livre

Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci, BRA, 135 min, 35mm, 16 anos

19h – O Quinto Poder (1962), de Alberto Pieralisi, BRA, 99 min, 35mm, 16 anos

Serviço:

Brasil Distópico
Local:
 CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1
Endereço:
 Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815

Data: de 15 a 27 de agosto de 2017

Horários: Consultar programação

Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação: 
78 lugares (mais 3 para cadeirantes)​

Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Classificação indicativa: 
​Consultar programação

Acesso para pessoas com deficiência

Realização: Ponte Produções

Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

 

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