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2:22-Encontro Marcado – Só se for encontro com o tédio!

2:22 – Encontro Marcado é um bom remédio para insônia!

Há filmes com temáticas ambiciosas, outros que ficam apenas na pretensão e alguns que acham que tem alguma profundidade, mas – no fim – não significam nada. Pois bem, 2:22 – Encontro Marcado (2:22) se encaixa perfeitamente no terceiro caso. O ponto de partida da história insinua algo complexo e profundo, mas se mostra apenas idiota, parecendo ser feito por amadores do primeiro ano de faculdade.

Crítica de 2 22 Encontro Marcado

2: 22 – Encontro Marcado

O protagonista é Dylan (Michiel Huisman, de Game of Thrones), um jovem bem sucedido que trabalha em um aeroporto, no controle de tráfego aéreo. Após quase causar um acidente, o rapaz é suspenso. Curiosamente, depois de ver uma apresentação de balé aéreo, ele conhece Sarah (Teresa Palmer, de Quando As Luzes Se Apagam), que trabalha em uma galeria de arte e – por ironia do destino – estava em um dos aviões que se chocariam sob sua responsabilidade. Após a chegada repentina da moça e da repetição de acontecimentos diários, Dylan acha que tudo está ligado a um padrão, que irá terminar em uma morte na Estação Central.

Parece confuso, não? Inteligente, talvez? Sinto informar que simplesmente a história não faz sentido. O texto de Todd Stein e Nathan Parker erra nos pontos mais básicos que qualquer roteiro com o mínimo de funcionalidade pode ter. Os personagens são bidimensionais e desinteressantes, as motivações são estúpidas e o pior: as ligações que ele tenta fazer entre os acontecimentos são completamente incoerentes. Parece que ele chuta para todos os lados para tentar achar um tom, mas só encontra a monotonia. Vai de padrões com horários até – não estou brincando – reencarnações movidas por amor. Ou seja, o filme não tem uma bússola para o seu rumo.

Aliás, essa bussola faltou para toda a equipe do filme. A trilha muda de tom a todo momento e é irritante, a montagem é patética, variando entre transições horrorosas a cortes picotados, a direção de arte é de uma pobreza incrível, a fotografia não tem nenhuma função narrativa e os efeitos especiais são lastimáveis.

Como assim “efeitos especiais”? Simples, o nosso herói consegue prever padrões, por isso é tão competente em seu trabalho. Após o incidente, ele vê os padrões em todos os números e pessoas, usando até mesmo as estrelas. A técnica feita para demonstrar esses “poderes” são as mesmas utilizadas no filmes de Robert Langdon: algum elemento da tela fica brilhoso e ele fala em voz alta para o público não se perder no meio da sua resolução burra e pseudo-complexa. Não é bonito e não faz sentido.

Crítica de 2 22 Encontro Marcado

Atores = Objetos de Cena

Lembram-se que citei a fotografia sem propósito narrativo? Pois ela só se interessa em salientar o quanto Michiel Huisman e Teresa Palmer são lindos. Usando luzes azuis e douradas, ela aumenta a força dos olhos de ambos e a pele deles. Ou seja, nenhum dos dois realmente atua. Fazem caras e bocas, sempre deixando evidentes seus belos corpos e o lado mais fotogênico dos seus rostos. No fim, Palmer se sai um pouco melhor que Huisman, mas não significa muita coisa. Aliás, ninguém no elenco faz um trabalho digno de nota.

Já que falamos do fraco desempenho do elenco, isso é um problema da direção, um trabalho pífio de Paul Currie, profissional com m ais créditos como produtor, incluindo Até O Último Homem. Ele não consegue nem criar uma atmosfera envolvente com a paranoia do protagonista, só focando em sua beleza. Os planos são feios, repetitivos e poucos servem para a trama. Mas o pior está no clímax que é involuntariamente hilário de tão mal executado e pela falta de lógica que envolve as situações, do tipo do protagonista correr e atravessar vidro, mas não está cansado, suado ou com cortes, continuando com o a face intocada. Nem o básico é atingido nesta produção.

Enfim, não há mais nada a dizer a não ser… perda de tempo. A expressão define muito bem o que é 2:22 – Encontro Marcado, um filme, ao tentarmos encontrar coerência, nos lembra da frase de Tadeu Schmidt no Fantástico: “Sabe o que significa? Nada!”

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