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Em Ritmo de Fuga – Coletiva de imprensa com Edgar Wright e Ansel Elgort

Edgar Wright e Ansel Elgort esbanjam simpatia em São Paulo

Ao lado do ator Ansel Elgort (de Homens, Mulheres e Filhos), o diretor britânico Edgar Wright veio ao Brasil para divulgar seu novo filme Em Ritmo de Fuga (Baby Driver). Com estreia marcada para o dia 27 (a critica já está no ar), a trama gira em torno do personagem de Elgort – o Baby do título original –, um motorista de fuga extremamente habilidoso envolvido com uma quadrilha de assaltantes.

Coletiva de imprensa com Edgar Wright e Ansel Elgort

Bem-humorados e atenciosos, diretor e ator conversaram com a imprensa em São Paulo no último dia 24. Wright contou que tudo no filme, do roteiro às filmagens, girou em torno das músicas que fazem parte da trilha sonora. Isso porque Em Ritmo de Fuga é um filme absolutamente musical, no qual as canções estão presentes em quase todos os momentos, ao ponto de suas cenas de ação e perseguição serem coreografadas de acordo com as músicas que as acompanham.

“Escrevi as cenas pensando nas canções que fariam parte delas”, explica Wright. “Algumas delas eu só escrevi depois de achar a música certa. Para isso, até mesmo a duração influenciava na escolha.” O diretor brinca dizendo que, no final, o mapa do roteiro, dividido em cenas, parecia muito com uma setlist.

Sanduíche de pasta de amendoim coreografado

Para que as ideias de Wright fossem bem-sucedidas na tela, era preciso também um ator que pudesse acompanhar o ritmo do filme. Porém, como não se trata de um musical, isso deveria ser feito de forma sutil. Diante do desafio, Elgort diz que se sentiu à vontade com a musicalidade e o tipo de coreografia que o filme exigia.

“Iniciei minha carreira fazendo teatro musical, então não foi difícil acompanhar as músicas”, afirma ele. “O segredo está em fazer as coisas naturalidade, como preparar um sanduíche de pasta de amendoim, mas com todos os movimentos calculados e ensaiados de acordo com a trilha.”

O diretor revelou que a ideia para o filme surgiu há mais de 20 anos, quando ouvia a canção que está na primeira sequência do filme: Bellbottoms, da banda The Jon Spencer Blues Explosion. “Estava em Londres e já sonhava em fazer cinema e pensei que essa canção daria uma ótima sequência de perseguição”, conta. “Desde então, passei a desenvolver a história.”

Coletiva de imprensa com Edgar Wright e Ansel Elgort

Músicas nas filmagens

O diretor conta também que, como as canções eram a base de todas as cenas, fazer as coreografias funcionarem era fundamental. Por isso, assim como nas gravações de um filme musical, as cenas eram gravadas com as respectivas músicas tocando. “O som não se tornou parte do filme apenas na montagem”, explica Wright. “Ele já estavam presente nas filmagens. Era preciso coreografar diversos movimentos, como, por exemplo, quando saíam do carro.”

Para se ter uma ideia, o ator Ansel Elgort recebeu a maior parte da trilha ainda em 2014, cerca de dois anos antes do início das gravações. Além disso, um dos montadores, Paul Machliss, estava sempre presente no set, já adiantando o planejamento da montagem.

Baixista do Red Hot Chili Peppers

A participação de Flea, baixista da banda Red Hot Chili Peppers, gerou momentos divertidos no set. O músico faz uma participação como membro da quadrilha de assaltantes. Quando recebeu o convite, Flea disse que ia consultar a agenda de shows. “Ele ficou tão entusiasmado em participar que chegou a mudar a data de uma apresentação para poder estar nas gravações”, revela Wright.

O diretor relata que em uma das cenas com a participação de Flea, cada tomada levava de cerca de 15 minutos para ser refeita, pois precisavam voltar ao ponto inicial. Em um desses momentos, Jamie Foxx colocou uma canção do Red Hot Chili Peppers para tocar no rádio do carro. “De repente, vimos Flea, no banco de trás, empolgado com a música e fazendo “air bass guitar” com as mãos.”

Coletiva de imprensa com Edgar Wright e Ansel Elgort

Influência de clássicos

Com uma mistura tão original de gêneros, envolvendo música, assaltos e perseguições, certamente muitas referências podem ser reconhecidas no longa.

Wright diz que teve muitas inspirações. “Quando criança, via na TV filmes como Operação França, Bullitt, Viver e Morrer em Los Angeles. Todos foram uma grande influência.” Musicais clássicos também estão entre as referências, como no plano-sequência no qual Baby vai buscar café. Cantando na Chuva, Os Guarda-chuvas do Amor e Os Embalos de Sábado à Noite, são algumas influências que estão nesse cena”, diz o diretor.

Hitchcock por acidente

Por fim, quando perguntado se aparecia em algum momento do filme, Edgar Wright diz que aconteceu por acidente. “Apareço no reflexo de uma vitrine, durante o plano-sequência”, conta rindo. Ele explica que, naquele momento, estava olhando para o monitor da filmagem e não percebeu.

“Havia a possibilidade de apagar digitalmente na pós-produção, mas no fim pedi que deixassem. Apagaram apenas o monitor e no lugar colocaram um smartphone. Foi meu momento involuntário de Hitchcock”, brinca, se referindo ao grande diretor, conhecido também por aparecer em cenas de seus filmes.

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