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Tobe Hooper – Uma lista com cinco filmes!

Os altos e baixos de Tobe Hooper

Aos 9 anos, o garotinho texano William Tobe Hooper (já leu este artigo sobre ele?) já sabia o que queria ser quando crescesse: diretor de cinema. E o sonho foi realizado aos 26 anos, quando Eggshells entrou em cartaz em alguns cineclubes universitários americanos. A primeira impressão foi boa, mas só em 1974 ele ia mostrar realmente a que veio. O Massacre da Serra Elétrica não é apenas um dos filmes de terror mais importantes da década de 1970. É uma obra que revolucionou o gênero por seu estilo de câmera documental e que até hoje serve de inspiração para jovens cineastas, incluindo os brasileiros Marcos De Brito e André de Campos Melo, realizadores de Condado Macabro, mais uma boa produção nacional com pé no slasher.

No último dia 26 de agosto, Tobe Hooper nos deixou e toda uma geração olhou para trás com saudade de seus filmes, incluindo os ruins, já que, assim como outro diretor que nos deixou no ano passado, Wes Craven, sua carreira teve altos e baixos. Como forma de homenagear o homem que deu ao mundo um dos melhores (?) serial killers das telonas (para quem não sabe, é o Leatherface), elegemos cinco filmes de Tobe Hooper que você precisa ver (e rever)!

Cinco filme de Tobe Hooper

Confira nossa homenagem a Tobe Hooper!

 

5 – Invasores de Marte (Invaders from Mars, 1986)

O segundo trabalho de Hooper para a produtora Cannon (se você é chegado num filme de porrada, sci-fi barato e outras cositas más deve saber do que se trata) trata-se de um remake de um filme homônimo de 1953, do qual o diretor era um fã declarado. No entanto, a paixão parece não ter sido suficiente, assim como o nome do talentoso Dan O’Bannon (o cara escreveu Alien- O Oitavo Passageiro e A Volta dos Mortos-Vivos) assinando o roteiro e Craig Stearns mandando bem na direção de arte, seis anos depois do ótimo A Bruma Assassina. Fracasso nas bilheterias e decepção para os fãs, este parece um trabalho feito para cumprir contrato, tamanho o desleixo da direção de Hooper.

 

4 – Pague Para entrar, Reze Para Sair (The Funhouse, 1981)

Presença frequente na programação da TV, o filme é uma comprovação da máxima de que menos é mais. Uma trama simples e um roteiro fechadinho, ambientado num parque de diversões, causaram alguns dos primeiros sustos da vida cinéfila de muita gente. Comparado com o restante da obra de Hooper, é um filme menor, mas que ainda diverte naquelas tardes de sábado onde a felicidade mora num filme acompanhado de pipoca. Ah, e é um dos poucos exemplos onde o título em português é muito melhor que o original.

 

3 – Força Sinistra (Lifeforce, 1985)

Orçamento de blockbuster para um filme B. Assim podemos definir esta ficção científica de horror que brinca com a passagem do cometa Halley um ano antes dela acontecer. A história, baseada no livro Vampiros do Espaço, de Colin Wilson, gira em torno do ataque de vampiros espaciais que chegam ao planeta terra… adivinhem como? Escondidos dentro do cometa Halley! A esquisitice do roteiro colabora para a diversão, apesar desta não ter sido a ideia inicial, afinal, Hooper queria um sci-fi para meter medo e com algumas doses de erotismo. Aos admiradores de efeitos visuais, vale uma sessão para conferir o ótimo trabalho de direção de arte, ainda impressionante mesmo em tempos de alta tecnologia.

 

2- Poltergeist: O Fenômeno (Poltergeist, 1982)

O filme original e seu remake foram tema de um FormigaCast. Há quem diga que foi Steven Spielberg, produtor e roteirista do longa, quem tomou as rédeas da direção depois de uma briga feia com Hooper. Fofocas à parte, a gurizada que curtia assistir televisão até tarde começou a ir para a cama antes do sol se pôr depois de assistir a trajetória da família Freeling. A simplicidade do roteiro aliada aos bons efeitos especiais fez do filme um sucesso e garantiu a atenção da crítica e do público novamente para Hooper, que andava carregando o peso do sucesso de O Massacre da Serra Elétrica e sendo tachado de “diretor de um filme só”.

É visível o toque de magia típico de Spielberg na edição final, mas, mesmo assim, quem está lá, registrados nos créditos é Hooper e seus admiradores, dizem, conseguem perceber as cenas que levam sua assinatura e as que Spielberg fez ao seu gosto. Vale entrar na brincadeira e tentar adivinhar quem fez o quê nesta história de fantasma.

 

1 – O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre, 1974)

Alguém duvidava? Um dos slasher mais inspiradores de todos os tempos, inclusive fora do gênero, não é recomendado apenas para os amantes do horror. É uma aula de como prender o espectador diante da tela sem precisar de efeitos caros ou locações grandiosas. Hooper sabia que, no fundo, é preciso mais atmosfera que sangue para deixar a plateia arrepiada. Por mais que a contagem de corpos seja uma das principais características neste tipo de filme, o verdadeiro medo está na presença do mascarado canibal Leatherface. O calor escaldante do Texas, reforçado pela fotografia de Daniel Pearl só aumenta a agonia de não saber quem será a próxima vítima. Obra-prima, sem dúvida, apesar do erro do título no Brasil. Não precisa ser craque em ferramentas para saber que Leatherface usa uma motosserra e não uma serra elétrica como arma. Detalhes tão pequenos destes grandes filmes de horror.

 

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